Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Mundo

ESTADOS UNIDOS

Taxa de infecção por HIV nos EUA caiu 73% entre 1981 e 2019, aponta estudo

Publicado em: 03/06/2021 20:27

 (Foto: Farooq Naeem/AFP)
Foto: Farooq Naeem/AFP
As novas infecções anuais pelo vírus HIV caíram 73% entre 1981 e 2019, de acordo com uma nova análise das autoridades de saúde dos EUA, divulgada nesta quinta-feira (3).

No entanto, a proporção de negros e latinos infectados aumentou, de acordo com o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que divulgou seu primeiro relatório sobre o vírus há quase 40 anos.

"Os declínios são devido a décadas de trabalho e colaboração com cientistas, pacientes, defensores dos pacientes e comunidades", disse a diretora do CDC, Rochelle Walensky. A funcionária lembrou sua experiência como jovem médica em Baltimore no auge da epidemia, quando "tudo que eu tinha para oferecer aos meus pacientes era minha mão estendida e minha presença ao lado do leito", antes de meados da década de 1990, época em que os primeiros tratamentos altamente eficazes foram aprovados.

Estima-se que 1,2 milhão de pessoas vivam com HIV nos Estados Unidos, e cerca de 13% delas não sabem que têm o vírus. De acordo com o novo relatório, a incidência anual de HIV aumentou de 20.000 infecções em 1981 para um pico de 130.400 em 1984 e 1985. Os contágios se estabilizaram entre 1991 e 2007, com entre 50.000 e 58.000 infecções por ano, e diminuíram para 34.800 em 2019. Mas com o tempo, as disparidades aumentaram.

A proporção de casos de HIV entre afro-americanos aumentou de 29% em 1981 para 41% em 2019, e entre os hispânicos, de 16% para 29% no mesmo período. O contato sexual entre homens continua a ser responsável pela maioria das infecções: 63% em 1981 e 66% em 2019.

Embora não haja cura ou vacina, existe um tratamento para o HIV chamado terapia antirretroviral (TARV), que controla o vírus e evita que o mesmo cause a Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida). Medicamentos chamados profilaxia pré-exposição (PrEP) e profilaxia pós-exposição (PEP) também estão disponíveis para prevenir a transmissão do HIV antes ou depois da exposição de risco, respectivamente. Rastreios de rotina e testes rápidos também contribuíram para a redução geral dos casos.

Mais da metade dos novos casos de HIV ocorrem no sul do país, onde existem mais tabus em relação ao sexo e menos abertura para a saúde sexual. Novas infecções também permanecem altas entre mulheres trans e usuários de drogas injetáveis.

TAGS: 2019 | 1981 | taxa | infecção | eua | hiv |
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Tratamento com remédios anticovid da AstraZeneca não tem resultados positivos
Manhã na Clube: entrevistas com Murilo Hidalgo, Mariana Carvalho e  Elton Gomes
Time de engenheiros se une para montar respiradores 15 vezes mais baratos e salvar milhares de vidas
Manhã na Clube: entrevistas com Marília Arraes, Marcella Salazar e Aurimar Borges Jr
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco