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ECONOMIA

Afetada pela pandemia, economia mundial vive recuperação lenta e mal-estar

Publicado em: 16/04/2021 19:49

 (Foto: AFP)
Foto: AFP
Mais bilionários e mais pobres. China e Estados Unidos ascendem, Europa caminha a passos lentos, países pobres sofrem, setor financeiro segue em alta, companhias aéreas sem turistas... Um panorama dos vencedores e perdedores da pandemia na esfera econômica. 

A crise, uma lembrança distante? 
2020 ficará marcado como um ano economicamente sombrio para muitos países, com grandes colapsos. 

A China já havia alcançado um crescimento positivo em 2020 (+ 2,3%), uma exceção. O bom momento continuou no primeiro trimestre de 2021, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 18,3%, nível recorde. 

A China espera um crescimento de pelo menos 6% para todo o ano e o Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que chegará a 8,4%. 

Os Estados Unidos ainda não divulgaram o PIB do primeiro trimestre, já em contração de 3,5% em 2020, o pior resultado desde 1945. 

No entanto, as taxas de desemprego são as mais baixas desde o início da crise em abril, as vendas no varejo estão mais fortes do que o esperado em março, a atividade industrial em Nova York atinge em abril seu auge em vários anos. 

O novo governo de Joe Biden aprovou um grande plano de recuperação e vacinou incessantemente contra a covid. O crescimento pode chegar a 6,4% neste ano, segundo o FMI. 

No nível empresarial, alguns setores se recuperaram ainda mais. Para os gigantes da tecnologia, a pandemia foi sinônimo de atividade frenética e lucros gigantescos. 

Os bancos americanos mostram lucros claramente crescentes no primeiro trimestre. 

As quantias de dinheiro disponibilizado para superar a crise levaram muitas vezes os mercados de ações a níveis nunca vistos por mais de 20 anos. 

O Bitcoin atingiu 65 mil dólares e a bolsa de criptomoedas Coinbase esta semana conquistou uma entrada espetacular no mercado de ações, comparável à do Facebook em 2012. 

O número de entradas na bolsa de valores aumentou no início de 2021 em todo o mundo, para 430, um nível sem precedentes em duas décadas.

Quando virão dias melhores? 
Pressionados por novas restrições e mais lentos em suas campanhas de vacinação, vários Estados europeus viram suas economias declinar no início de 2021. 

Na França, a perda de atividade em relação a antes da crise da saúde foi de 4% em março e será de 7% em abril, considerou o banco central na segunda-feira, sem questionar sua previsão de um crescimento anual de 5,5%. 

Itália ( 4,5%) e Espanha ( 6,5%) revisaram para baixo suas projeções de crescimento e a Alemanha mostra-se cautelosa ( 3%). Na zona do euro, o crescimento seria de 4,4% neste ano. 

De acordo com o FMI, os países em desenvolvimento e de baixa renda tendem a sofrer ainda mais, sem recursos e com vacinação limitada. 

O horizonte também é sombrio para as companhias aéreas, afetadas pela falta de turistas. 

Os efeitos da crise a longo prazo
A crise ainda não produziu todos seus efeitos. 

A FAO alerta que a pandemia reduziu o acesso ao mercado de trabalho e às terras agrícolas, causando perda de produção em algumas regiões. 

O efeito final sobre o emprego ainda é desconhecido nos países onde os Estados mantiveram setores totalmente paralisados. 

Grandes empresas como H&M, Danone, Nokia, Jaguar, Heineken, Siemens Energy, Commerzbank, Sanofi, Fedex e Michelin anunciaram milhares de cortes de empregos no início deste ano. 

A pobreza está explodindo nos países mais carentes. 

Por outro lado, o ranking anual da revista Forbes incluiu 660 novos bilionários pelo mundo, atingindo um total de 2.755, um nível recorde.
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