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FMI prevê crescimento global acelerado e desigual

Publicado em: 30/03/2021 16:24 | Atualizado em: 30/03/2021 16:43

 (Foto: Jim Watson / AFP)
Foto: Jim Watson / AFP
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, declarou nesta terça-feira (30), que o crescimento global está acelerando, impulsionado pelos Estados Unidos e a China. Mas, Georgieva acrescentou ainda os riscos de uma recuperação dessincronizada entre os países. "Em janeiro, projetávamos um crescimento global de 5,5% em 2021. Agora esperamos uma nova aceleração da expansão", disse Georgieva em um discurso antes das reuniões do FMI e do Banco Mundial (BM).

De acordo com a agência de noticias AFP, a diretora-gerente do FMI, no entanto, não citou números precisos. Já o relatório da instituição de Washington sobre as novas perspectivas para a economia global tem previsão de ser publicado no dia 6 de abril.

Entretanto, Georgieva destacou que a revisão para cima no crescimento mundial se deve em parte devido ao apoio político adicional, incluindo o gigantesco plano de US$ 1,9 trilhão do presidente dos EUA, Joe Biden, e "em parte" também aos efeitos esperados, campanhas de vacinação em "muitas" economias avançadas no final do ano. "Esta melhoria é o resultado de um esforço extraordinário de enfermeiros, médicos, trabalhadores essenciais e pesquisadores em todo o mundo, enquanto os governos tomaram medidas orçamentárias excepcionais em um montante acumulado de US$ 16 trilhões", apontou.

Além disso, a chefe do FMI ressaltou que sem esta ajuda sincronizada, a contração do PIB mundial registrada em 2020 (-3,5%) teria sido "três vezes maior". Porém, o FMI se encontra preocupado com as repercussões e o impacto dessa recuperação acelerada nessas nações. "O crescimento sustentado nos Estados Unidos pode beneficiar muitos países por meio do aumento do comércio. Mas, com uma recuperação econômica dessincronizada em todo o mundo, se os países avançados aumentarem drasticamente suas taxas de juros, isso aumentaria os custos de refinanciamento da dívida de uma série de países emergentes que já estão atrasados %u200B%u200Bnessa recuperação", concluiu Georgieva.
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