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Ideia de inserir chip de inteligência em crianças agrada adultos

Publicado em: 31/12/2020 12:30

 (Foto: Jessica Lewis/Unsplash)
Foto: Jessica Lewis/Unsplash
Uma pesquisa da Kaspersky, empresa russa produtora de softwares de segurança para a internet, mostra que a possibilidade de implantar um chip no cérebro de crianças para torná-las mais inteligentes agrada boa parte dos adultos no mundo.

Na opinião de 52% dos 14.500 entrevistados de 16 países, a implantação de uma tecnologia que permita às crianças melhorar a aprendizagem nas escolas, aumentar a velocidade de raciocínio e acessar informações de forma instantânea seria algo "bastante" ou "completamente" aceitável.

Porém, quando se trata de si próprios, uma parcela menor (22%) se colocaria à disposição de um cérebro biônico, caso tivesse essa oportunidade.

A pesquisa mostra que o interesse em aumentar a capacidade cerebral é maior entre os mais jovens. Dos entrevistados com idades de 18 a 34 anos, 27% aceitariam ser submetidos a esse tipo de procedimento.

A proporção diminui para 22% entre adultos de 35 a 54 anos, e cai para 17% entre os maiores de 55 anos. As mulheres (23%) têm uma propensão ligeiramente maior de aceitar melhorar o próprio potencial cerebral e inteligência por meio de um chip do que os homens (22%).

Quase metade dos entrevistados (49%) acredita ser "completamente" ou "principalmente" aceitável tirar proveito da tecnologia de aprimoramento humano (human augmentation) para tornar as pessoas mais inteligentes.

Sobre aprimorar o corpo com tecnologia de forma permanente ou temporária, com o propósito de melhorar a performance em atividades gerais, 63% dos entrevistados considerariam a possibilidade. Os italianos são os mais interessados (81%), e os britânicos, os menos (33%). Alguns entrevistados até expressaram o desejo de conectar smartphones aos corpos.

Segurança é preocupação fundamental 
Na análise da Kaspersky, há o risco de que um dia esse tipo de tecnologia avance além do controle dos governos ou de outros órgãos reguladores, o que seria potencialmente perigoso para a humanidade. A empresa também investigou como os chips implantados no cérebro podem ser usados por indivíduos mal-intencionados para hackear e explorar a memória de um indivíduo.

O Human Augmentation vem tendo ampla repercussão na sociedade, principalmente na educação e no trabalho. No entanto, aumentar a inteligência e o poder do cérebro levanta questões éticas e práticas.

Algumas delas envolvem a segurança do ponto de vista da saúde, se os pais devem permitir que o cérebro dos filhos seja aprimorado com o intuito de obter vantagem no desempenho escolar e como isso dará às pessoas uma vantagem injusta no trabalho.

A maioria dos entrevistados diz que deseja o aprimoramento humano para o bem da humanidade, com mais da metade (53%) afirmando que a tecnologia deve ser usada para melhorar a qualidade de vida.

Conheça os detalhes da pesquisa

O trabalho de campo foi feito pela empresa britânica Opinium Research entre 9 e 27 de julho de 2020. O levantamento contou com a participação de 14.500 pessoas com mais de 18 anos, em 16 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Marrocos, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, República Checa, Romênia e Suíça.
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