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OPONENTE

Navalny pede à UE sanções a pessoas próximas de Putin

Por: AFP

Publicado em: 07/10/2020 08:24

 (Foto: Tiziana FABI, Mladen ANTONOV / AFP)
Foto: Tiziana FABI, Mladen ANTONOV / AFP
O oponente russo Alexei Navalny pediu aos europeus, nesta quarta-feira (7), que deem um passo adiante em suas sanções contra a Rússia, proibindo a permanência em seu território "de oligarcas e de autoridades importantes" ligadas ao presidente Vladimir Putin.

"As sanções contra todo país não funcionam. O mais importante é proibir a permanência de quem se beneficia do regime e congelar seus fundos. Os oligarcas e funcionários importantes, o círculo mais próximo de Putin", disse ele em entrevista ao Jornal alemão "Bild".

O oponente considerou que esta elite "mata pessoas, porque querem permanecer no poder".

"Eles desviam dinheiro, roubam bilhões e, no fim de semana, vão para Berlim, ou Londres, compram apartamentos caros e se sentam nos cafés", acrescentou.

Após o envenenamento sofrido por Navalny, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, mencionou a possibilidade de haver uma "lei Navalny". A legislação serviria para a adoção de novas sanções contra Moscou. A Alemanha também disse que refletirá sobre medidas punitivas.

A questão das sanções volta a ganhar importância após o anúncio, na terça-feira (6), por parte da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), de que uma substância do tipo Novichok foi encontrada no corpo de Navalny.

Três laboratórios europeus já haviam concluído que o ativista foi envenenado com essa substância neurotóxica do tipo Novichok, concebida para fins militares na época soviética. 

Incansável ativista da luta contra a corrupção, Navalny, de 44 anos, sentiu-se mal a bordo de um avião na Sibéria em 20 de agosto passado. Depois de ser internado de emergência na Rússia, foi transferido para a Alemanha. Passou um mês hospitalizado e continua se recuperando.

De acordo com os associados de Navalny, vestígios de Novichok foram encontrados em uma garrafa de água recolhida em seu quarto de hotel na Sibéria, onde ele fazia campanha para apoiar candidatos às eleições locais.

As autoridades alemãs reagiram ao anúncio da OPAQ, afirmando que "o uso de armas químicas é um ato grave que não pode ficar sem consequências".

Segundo Navalny, o uso de armas químicas no exterior deve preocupar os ocidentais.

"Embora tenhamos notícias de ataques químicos que falharam, não temos nenhuma ideia dos assassinatos cometidos", afirmou.

O oponente também criticou duramente o ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder, funcionário de uma subsidiária da gigante russa Gazprom e próximo de Putin, a quem censurou por cobrar "dinheiro secreto", "roubado" da população russa.
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