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Embaixada da China vê indício de fraude em postagem de sementes misteriosas

Publicado em: 02/10/2020 19:14

 (Foto: Gabriel Zapella/Cidasc/Divulgação)
Foto: Gabriel Zapella/Cidasc/Divulgação

Por Tainá Seixas 

Após moradores do Distrito Federal receberem sementes misteriosas da China pelos Correios, a Embaixada da China se pronunciou nesta quinta-feira (1°/10). Em nota, afirma que "as etiquetas de endereçamento apresentam indícios de fraude, com erros no código de rastreamento e em outros dados". 

A embaixada tomou conhecimento que pacotes contendo sementes de plantas com ideogramas chineses estavam sendo recebidos por brasileiros por meio de nota do Ministério da Agricultura. A instituição afirma, ainda, que o envio de sementes é proibido ou restrito por países membros da União Postal Universal, da qual o Brasil e a China fazem parte.

Por isso, "os Correios da China seguem rigorosamente as disposições da UPU e vetam o transporte postal de sementes", informa a nota. "A Embaixada está disposta a cooperar com a investigação das autoridades brasileiras", completa o texto.

A chegada destas sementes, não solicitadas, começou a ser notificada em Santa Catarina, em setembro. Nesta quinta-feira (1/10), A Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF) confirmou que dois moradores do DF também registraram o recebimento não solicitado das sementes pelos Correios.

O que fazer se receber as sementes?

Os moradores da capital que se depararem com as sementes enviadas pelos Correios devem procurar a Superintendência Federal de Agricultura do Distrito Federal, no Eixo Monumental, Via S1. A unidade corresponde ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e está analisando os materiais. Além disso, a orientação da pasta é de que o brasiliense não jogue fora ou plante esses produtos, o que poderia trazer riscos.

“O Ministério confirma, até o momento, o recebimento de 36 pacotes, todos originários de países asiáticos, como China, Malásia e Hong Kong, recebidos em oito estados diferentes. Até o momento, ainda não é possível apontar os riscos envolvidos. O material foi enviado para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiânia para as análises técnicas”, informou o órgão Federal, em nota.

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