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ASTRAZENECA

Universidade de Oxford retoma testes de vacina contra Covid-19

Por: AFP

Publicado em: 12/09/2020 11:13 | Atualizado em: 12/09/2020 11:55

 (FOTO: Vincenzo PINTO / AFP)
FOTO: Vincenzo PINTO / AFP
O grupo farmacêutico AstraZeneca anunciou neste sábado (12) a retomada dos testes clínicos junto com a Universidade de Oxford para desenvolver uma vacina contra a Covid-19, que haviam sido interrompidos devido à doença de um voluntário, depois receber a autorização da agência reguladora britânica.

"A AstraZeneca está comprometida com a segurança dos participantes do estudo e os mais altos padrões de conduta em estudos clínicos. A empresa continuará a trabalhar com as autoridades de saúde em todo o mundo e será orientada quanto a quando outros testes clínicos podem ser retomados para fornecer a vacina de forma ampla, equitativa e sem lucro durante esta pandemia", afirma a empresa, em comunicado.

 AstraZeneca anunciou na quarta-feira a interrupção "voluntária" dos testes da vacina que desenvolve em parceria com a Universidade de Oxford depois de detectar que um dos voluntários havia desenvolvido uma doença "inexplicável".

Um comitê independente examinou as medidas de segurança dos testes, um passo que tanto a multinacional como a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificaram como algo rotineiro nestes casos.

O comitê "concluiu as investigações e confirmou a MHRA que os testes são seguros", completou a AstraZeneca. A vacina da empresa é uma das nove que estão sendo testadas atualmente no mundo em larga escala em seres humanos, o que é conhecido como Fase 3.

Nos Estados Unidos, a AstraZeneca começou em 31 de agosto a recrutar 30.000 voluntários. A inoculação já começou com pequenos grupos no Brasil e em outros países latino-americanos.

A vacina AZD1222 utiliza uma versão mais benigna do adenovírus que provoca o resfriado comum, mas modificado geneticamente para lutar contra a proteína que a covid-19 utiliza para invadir as células humanas.

Ao ser vacinado, o paciente começa a produzir esta proteína, o que permite ao sistema imunológico atacar o coronavírus em caso de infecção.

A pandemia do novo coronavírus provocou pelo menos 916.372 mortes no mundo desde que a unidade da OMS na China registrou o surgimento da doença em dezembro, de acordo com um balanço estabelecido pela AFP e atualizado neste sábado com base em números oficiais dos países.

Desde o início da epidemia, mais de 28,5 milhões de pessoas contraíram a doença. Do grupo, mais de 19 milhões se recuperaram, de acordo com as autoridades.

O número de casos diagnosticados positivos reflete apenas uma parte do total de contágios devido às políticas díspares dos países para detectar os casos. Alguns testam apenas as pessoas que precisam de internação e muitos países têm capacidade limitada de exames.

Na sexta-feira foram registradas 6.012 mortes e 316.377 contágios no planeta.  A lista de países com maior número de mortes é liderada pelos Estados Unidos, com 193.016 vítimas fatais e mais de 6,4 milhões de casos. 

Em seguida aparecem Brasil (130.396 mortos e 4,2 milhões de casos), Índia (77.472 mortos e 4,6 milhões de casos), México (70.183 mortos e 658.000 casos) e Reino Unido (41.614 mortos e 361.000 casos).
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