Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Mundo

PANDEMIA

O percurso do coronavírus até o milhão de mortos

Publicado em: 28/09/2020 07:22

 (Foto: NICOLAS ASFOURI / AFP)
Foto: NICOLAS ASFOURI / AFP
Em 11 de janeiro, a China registrava oficialmente a primeira morte por coronavírus. Oito meses depois, a doença que surgiu em dezembro de 2019 superou nesta segunda-feira a marca de um milhão de vítimas fatais.

1 mil mortes em um mês
O Sars-CoV-2, o vírus responsável pela Covid-19, espalhou-se rapidamente na China, em particular na cidade de Wuhan, onde foi detectado em dezembro.

Em um mês, a China registrou mais de mil mortes, saldo mais grave do que o causado pela SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que circulou na Ásia em 2002-2003, e que foi fatal para 774 pessoas. 

A partir de fevereiro, o vírus começou a circular rapidamente fora da China. As Filipinas registraram sua primeira morte em 2 de fevereiro; Hong Kong, dois dias depois; seguidos por Japão e França, em 13 e 14 de fevereiro.

De epidemia para pandemia
Em apenas oito dias, de 11 a 19 de fevereiro, são anunciadas mais mil mortes, principalmente na China. A propagação do vírus se acelera.

Em 11 de março, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o novo coronavírus uma "pandemia", 30 países e territórios registravam 4.500 mortes, dois terços delas na China.

A Itália, que somava 800 mortes na época, e o Irã (300) veem um aumento vertiginoso dos casos de infecções e mortes.

Até meados de abril, o número de mortes diárias registradas na Europa e nos Estados Unidos não parou de aumentar. Na segunda semana de abril, o Velho Continente registrava mais de 4 mil mortes por dia, em média, e os Estados Unidos, 2.700.

Cinco meses depois, os Estados Unidos são o país mais atingido em número de mortes, com mais de 200 mil.

Globalmente, a semana mais letal foi registrada de 13 a 19 de abril. Todos os dias, mais de 7.400 mortes pelo vírus eram oficialmente anunciadas, e o total no mundo então chegava a quase 170 mil mortes, o dobro de 31 de março.

América Latina, novo epicentro
Em junho, o epicentro da pandemia mudou para a região da América Latina e do Caribe.

A partir de 15 de julho, durante um mês, a região teve uma média de 2.500 mortes por dia, número que diminuiu lentamente a partir de 15 de agosto, para registrar 1.900 mortes por dia na semana passada.

O Brasil, depois dos Estados Unidos, é o país que registra o maior número de mortes por coronavírus, com mais de 138 mil.

Em relação à população, Peru (958 mortes por milhão de habitantes), Bolívia (659), Brasil (650), Chile (644) e Equador (630) estão entre os dez países mais afetados no mundo, junto com Bélgica (859) e Espanha (661).

Segunda onda
Na Ásia, onde menos de 100 mortes eram registradas por dia até meados de abril, o aumento continua desde então.

Desde 20 de julho, a região ultrapassa mil mortes quase todos os dias, e está perto de 1.500, principalmente devido à situação na Índia, que soma 90 mil óbitos.

A preocupação com uma segunda onda da pandemia está crescendo na Europa. A região registrou aumento de 20% nos casos esta semana em relação à semana anterior. As mortes também estão aumentando (614, +28%).

O Oriente Médio experimentou um pico de mortes durante o verão (boreal) e, em seguida, um ligeiro declínio. Mas a situação piorou e, na semana passada, ocorreram em média 330 mortes por dia, 18% a mais que na anterior. 

O continente africano, oficialmente o menos afetado pela pandemia, registra cada vez menos mortes desde agosto (menos de 200 mortes por dia em meados de setembro).

A Oceania, onde o número de mortes por dia nunca ultrapassou a média de 20 pessoas, agora está abaixo de dez.

Em todo mundo, a curva está em um "platô" desde o início de junho, com cerca de 5 mil mortes por dia, segundo dados oficiais.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Rhaldney Santos entrevista Dr. Felipe Dubourcq, urologista
Polícia Federal vai usar drones para fiscalizar irregularidades nas eleições
Rhaldney Santos entrevista Dr. João Gabriel Ribeiro, neurocirurgião
Rhaldney Santos entrevista Armando Sérgio (Avante)
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco