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(Foto: Reprodução Pixabay)
A Grécia entrou em alerta máximo depois que a Turquia decidiu enviar o navio de pesquisa Oruc Reis e mais duas embarcações para explorar os recursos energéticos em uma localidade do mar Mediterrâneo oriental, que os gregos consideram deles. Na semana passada, a Turquia já havia declarado que faria exercícios de tiro em uma área próxima, a sudoeste da costa turca, entre a Turquia e a ilha de Rodes, Grécia.
O Governo de Atenas pediu a Turquia que encerre as ações ilegais que fragilizam a paz e a segurança na região. De acordo com o publicado na agência de noticias AP, o Ministério das Relações Exteriores da Grécia anunciou que não aceitará qualquer chantagem e irá defender sua soberania e seus direitos soberanos. "Pedimos à Turquia que termine imediatamente suas ações ilegais que minam a paz e a segurança na região. Os militares gregos foram colocados em alerta, enquanto o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis convocou o Conselho de Segurança Nacional do governo”, diz o comunicado.
Em contrapartida, a resposta do Governo de Ancara foi divulgar uma nota de segurança marítima, na qual informa que o estudo sísmico está sendo realizado na plataforma continental da Turquia. Além disso, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan também avisou que seu país não irá limitar os esforços de exploração offshore em seu território imediato. "Vamos nos unir como países mediterrâneos. Vamos encontrar uma fórmula que seja aceitável para todos, que proteja os direitos de todos. Estou sempre pronto para resolver os litígios com diálogo e justiça”, contemporizou Erdogan,
Mas, as disputas ente as duas nações divergem principalmente na definição se as ilhas devem ser incluídas no cálculo da plataforma continental e das zonas marítimas de interesse econômico de um país. A Turquia garante que não deve ser incluída, posição que, segundo a Grécia, que tem milhares de ilhas e ilhéus nos mares Egeu e Jônico, violam o direito internacional. Em julho, Atenas relembrou que há 46 anos, a Turquia invadiu o Chipre e ocupou um terço da ilha.
Os dois países estão em desacordo há décadas e quase entraram em guerra em várias ocasiões, sendo que em uma delas foi sobre direitos de exploração de perfuração. Com as recentes descobertas de gás natural e projetos de perfuração no leste do mar Mediterrâneo as tensões voltaram a se reacender nas relações externas de ambos.
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