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China pretende criar o maior complexo global na compra de petróleo

Publicado em: 30/06/2020 17:44

 (Foto: MARK FELIX / AFP)
Foto: MARK FELIX / AFP
As refinarias estatais de petróleo chinesas tencionam formar um imenso conglomerado para atuar em conjunto no mercado petrolífero mundial, a fim de beneficiar as próprias empresas envolvidas. O projeto conta com o apoio do governo da China e tem por objetivo centralizar o preço e, assim crescer a capacidade de negociação na compra e também evitar as disputas de licitação.

De acordo com a agência Bloomberg, com base em fonte anônimas próximas a iniciativa, executivos sêniores das gigantes chinesas Petroleum & Chemical Corp., PetroChina Co., Cnooc Ltd. e Sinochem Group Co., que são as maiores importadoras da potência asiática, estão em conversações avançadas e já em fase final de discussão dos detalhes do plano.

O grupo representa refinarias que importam mais de cinco milhões de barris de petróleo diários, o que significa quase um quinto da produção total da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). De modo que, se o acordo entre as companhias realmente se estabelecer, o grupo poderá se tornar o maior comprador de petróleo bruto mundial. A iniciativa, que já havia sido levantada no ano passado, agora avança definitivamente para se concluir em meio à pandemia, que causou cortes históricos na produção da OPEP e de seus aliados para retomar o controle do mercado.

A China foi a primeira grande economia a reabrir e seu consumo de combustíveis fósseis está voltando aos patamares anteriores ao surto.  Por isso, o crescimento da demanda tem levado as refinarias estatais e privadas chinesas a recorrer, principalmente a importações de petróleo russo e brasileiro, no mercado à vista, elevando os preços. E por este motivo, o consórcio em formação pode vir a lançar ofertas coletivas sobre determinadas variedades de petróleo russo e africano. Aliás, o grupo já almeja em julho licitar conjuntamente petróleo russo de maneira experimental. No entanto, o conglomerado não exclui a possibilidade de posteriormente ampliar diversas refinarias chinesas independentes, incluindo as de Shandong.

Com esta unificação, o grupo destas refinarias chinesas espera influenciarem ativamente nos volumes e preços internacionais de petróleo bruto e não ficariam, portanto, tão sujeitos as flutuações e imposições do mercado.
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