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Transição energética e neoindustrialização são temas de evento no Recife

Para estimular o diálogo e os investimentos no Estado, evento reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor privado

Publicado em: 23/04/2024 14:50 | Atualizado em: 23/04/2024 15:19

 (Foto: Foto: Miva Filho/ Secom)
Foto: Foto: Miva Filho/ Secom
O movimento da neoindustrialização das indústrias para instalação de energias limpas como eólica, solar e biomassa, conhecido como “powershoring” foi tema do Fórum Powershoring: Transição Energética e Neoindustrialização de Pernambuco. O evento, que aconteceu nesta terça-feira (23), no Cinema do Porto Digital, no Recife, foi organizado pelo Governo do Estado, em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF); a International Finance Corporation (IFC); e o Instituto Clima e Sociedade (iCS). 
 
O evento aconteceu o objetivo de estimular o diálogo para a construção de planos de ação para a efetivação de investimentos em atividades produtivas e empresariais de baixo carbono em Pernambuco, alinhadas com a agenda de transição energética. Participaram do encontro especialistas no tema, autoridades, representantes de instituições financeiras e secretários para tratar sobre as potencialidades do Estado, políticas públicas e o papel das instituições financeiras de desenvolvimento na promoção da transformação energética em Pernambuco.
 
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, presente no evento, destacou o Estado como referencial de oportunidades no cenário e a nível mundial para a nova economia, que dialoga com energia sustentável e com a economia verde. “Pernambuco se posiciona no país, no nordeste brasileiro, de maneira muito importante, na medida em que a gente tem um grande potencial de energia sustentável e já estamos com isso em implantação no Estado, através de plantas de energia solar, eólica, hidráulica e transição energética a partir de uma utilização mais extensiva do gás com a expansão da Copergás que traz o desenvolvimento estratégico para Pernambuco e o diferencial logístico que a gente tem com o Porto de Suape”, disse.
 
Entre os palestrantes que apresentaram os paineis, participaram o vice-presidente para setor privado no Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Jorge Abarche; a diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS), Maria Netto Schneider; e o executivo responsável por operações da IFC no Brasil, Diogo Bardal.
 
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti, a infraestrutura portuária já existente no Estado favorece a liderança pernambucana em relação à industrialização no país. “Algumas dessas cadeias produtivas que se posicionam muito no futuro como é o caso do hidrogênio verde, ela já tem elos na cadeia que são economicamente viáveis no presente. A estratégia da governadora do Estado é ir atrás desses elos da cadeia produtiva do hidrogênio que se materializam no hoje. Estamos olhando a produção de amônia, de etanol, de aço verde. É nesse trabalho que a gente está focando para atrair mais empresas para Porto de Suape”, afirmou.
 
Para Maria Schneider, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS), a oportunidade de promover os renováveis e a possibilidade que isso traz para a neoindustrialização, criação de empregos no nordeste é importante não só para o Brasil, mas para o mundo. “Nós somos um país que tem o maior potencial de ter infraestrutura para poder exportar energia e trazer indústrias, nós temos a possibilidade de ter pessoas capacitadas e já temos experiência”, ressaltou.
 
Além da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti, também marcou presença no encontro a secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha, Ana Luiza Ferreira.
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