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Inflação no Grande Recife recua para 0,33% em março

A Região Metropolitana do Recife registrou queda de 0,41% em relação a fevereiro

Publicado em: 11/04/2024 05:41 | Atualizado em: 11/04/2024 14:29

A inflação de março foi puxada pelo grupo de Alimento e bebidas que obteve o maior aumento percentual em março com variação de 1,08% (Foto: Rafael Vieira /DP)
A inflação de março foi puxada pelo grupo de Alimento e bebidas que obteve o maior aumento percentual em março com variação de 1,08% (Foto: Rafael Vieira /DP)
De acordo com a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (10), o Grande Recife registrou queda de 0,41% entre fevereiro e março. 
 
A inflação de março foi puxada pelo grupo de Alimento e bebidas que obteve o maior aumento percentual em março com variação de 1,08%. Transportes teve aumento de 0,53%, Saúde e Cuidados Pessoais 0,35 e Educação 0,10% complementam os grupos que apresentaram taxas positivas.
 
Os produtos com maiores variações foram tomate 48,54%, Cebola 16,94% e alface 11,04%. Os maiores recuos foram na batata inglesa -14,8%, passagens aéreas -9,61% e cenoura -7,27%.
 
Dos 9 grupos de produtos analisados, 5 apresentaram deflação, foram eles: Artigos de residência -0,54%, Vestuário -0,33%,  Habitação -0,26%, Comunicação -0,16% e Despesas Pessoais -0,06%.
 
De acordo com o economista da Fecomércio Pernambuco, Rafael Lima, a desaceleração do índice de preço ao consumidor amplo pode ser destacada principalmente por alguns grupos. "Primeiro, o grupo de transportes, que em fevereiro apresentou uma alta de 0,72%. Agora, em março, já apresentou uma queda de 0,33% e muito influenciado por passagens aéreas. Ou seja, em fevereiro, mês de carnaval, época em que muitas pessoas tiram férias, então a demanda por passagens aéreas aumenta e, consequentemente, o preço também se eleva", explica.
 
Ainda segundo Rafael, a deseceleração no grupo de alimentos e bebidas também explica esse índice em alguns produtos como a cebola, que em fevereiro estava a 14% de aumento e o tomate com 9%. "A gente pode perceber as consequências e isso vai continuar desacelerando nos próximos meses, principalmente pela influência tanto das safras de alguns vegetais quanto das consequências do El Niño, com o clima mais quente e seco aqui no nordeste", disse.
 
"De certa forma é uma ótima notícia para a população já que, quanto menor a inflação, mais o poder de compra das pessoas é preservado. A previsão é de que o IPCA acumulado em 2024 não ultrapasse os 4% e fique dentro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional", reforçou o economista Sandro Prado.
 
No primeiro trimestre deste ano, o IPCA acumulou alta de 1,70% na Região Metropolitana do Recife, influenciado principalmente pelo grupo de alimentação que subiu 3,03% no período, registando o maior peso no cálculo o índice.

Cenário nacional

No Brasil, o IPCA recuou para 0,16% em março deste ano. Em fevereiro, a taxa foi de 0,83% e em março do ano passado, o índice registrado foi de 0,71%. Segundo dados do IBGE, o IPCA acumula alta de 1,42% no ano e de 3,93% nos últimos 12 meses. A inflação no país em março foi influenciada pela grupo de Alimentação e bebidas que subiu 0,53% no mês.

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