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RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Casas Bahia anuncia plano de recuperação extrajudicial com credores

O plano trata de uma longa dívida do grupo que poderá ser paga em um período de seis anos

Publicado em: 29/04/2024 10:28 | Atualizado em: 29/04/2024 10:33

A proposta é uma etapa da reestruturação da companhia anunciada em agosto (Crédito: Casas Bahia/Divulgação)
A proposta é uma etapa da reestruturação da companhia anunciada em agosto (Crédito: Casas Bahia/Divulgação)

O Grupo Casas Bahia anunciou neste domingo (28/4) um pedido de recuperação extrajudicial com anuência dos bancos credores. O plano é renegociar R$ 4,1 bilhões em debentures e cédulas de crédito bancário.

 

A proposta é uma etapa da reestruturação da companhia anunciada em agosto, e prevê uma carência de dois anos para o pagamento de juros da dívida, e de 30 meses para a retomada dos pagamentos graduais da dívida principal.

 

Os principais aspectos do plano são um alongamento da dívida da companhia, que pode ser paga, agora, em um período de até 72 meses (equivalente a seis anos), e uma renegociação dos juros pagos, que passarão a ser equivalentes ao CDI (uma taxa comum do mercado financeiro, que acompanha a variação da Selic, taxa básica de juros), mais uma taxa que pode variar de 1% a 1,5% ao ano.

 

O acordo inclui uma carência de 24 meses para pagamentos de juros e 30 meses para pagamento da divida principal. Assim, antes da renegociação, a empresa desembolsaria, até 2027, R$ 4,8 bilhões. Agora, a empresa terá de arcar, no mesmo prazo, com R$ 500 milhões.

 

Entretanto, a recuperação inclui apenas dívidas financeiras sem garantias, como debêntures e CCBs emitidas junto aos bancos. O Bradesco possui R$ 953 milhões em debêntures e o Banco do Brasil, R$ 1,272 bilhão, o que representa 54,5% do total das emissões contempladas no plano.

 

No caso desses dois bancos, os credores das dívidas financeiras da Casas Bahia também terão a possibilidade de converter parte dos créditos que têm com a empresa em ações.

 

As informações são do Correio Braziliense. 

 

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