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FIDELIZAÇÃO

Cashback: comércio pernambucano investe no serviço de retorno financeiro

Especialistas apontam ação como estratégia para motivar retorno do clientes e impulsionar crescimento de pequenos e grandes negócios

Publicado em: 26/02/2024 09:38

Cashback integra plano de negócios da loja de Rhuan (Divulgação)
Cashback integra plano de negócios da loja de Rhuan (Divulgação)

A devolução de parte do valor da compra tem atraído clientes e incentivado vendas no varejo. A estratégia do cashback é alvo da preferência de 55% dos consumidores, segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF). Em Pernambuco, estabelecimentos em diferentes segmentos têm lançado mão da estratégia para fidelizar quem busca por produtos ou serviços, conseguindo ampliar também o ticket médio.

“O cashback é um complemento ao nosso plano de negócios. Ao gerar o crédito com a compra, o cliente tende a retornar e conhecer mais os diferenciais dos produtos”, avalia o diretor comercial da Mioche, Rhuan Penaforte. A rede de moda masculina tem unidades no Recife, além de Caruaru e Garanhuns, no Agreste. "A sensação de que está ganhando dinheiro enquanto compra desperta a atenção de muita gente", complementa.

O sentimento também é compartilhado pela consultora de vendas, Sandra Santos, da Ótica Zeiss Vision Center, no bairro do Pina, na Zona Sul da Capital. "Eu consigo perceber um aumento considerável, na faixa de 50% nas vendas mensais. Metade dos clientes vão e voltam, justamente para aproveitar esse desconto. Nós possibilitamos ainda a chance de ceder esse benefício para um amigo ou parente, desde que autorizado o CPF. Isto amplia ainda mais a possibilidade de novas compras", revela.

Este panorama tem trazido novos negócios e incrementado os tíquetes de vendas. Conforme pesquisa da Izio&Co, plataforma de soluções de tecnologia ao mercado, o cashback consegue aumentar em 83,5% os gastos do público com compras. Outro diferencial, aponta o levantamento, é que o gasto médio de quem utiliza o benefício é maior em cerca de 85%, quando comparado com aqueles que não utilizam. A prática também amplia a frequência de compra em 57%. 

O analista do Sebrae Pernambuco, Cleto Paixão, explica que o cashback foi criado em 1998, nos Estados Unidos, sendo abraçado, anos depois, por empresas brasileiras. "Uma grande vantagem, sobretudo para a micro e pequena empresa, é a visibilidade. À medida em que vai ganhando, o nível de satisfação é ampliado, gerando um ciclo totalmente virtuoso. O cliente participa do programa, observa que tem retorno e continua participando. É válido observar, claro, a necessidade de um controle financeiro bem estruturado e a formação correta de preços, fazendo que a operação ocorra da melhor maneira, sem gerar prejuízos", explica.

Para o economista, Edgard Leonardo, o cashback é uma recompensa que já se tornou tendência. "Quando o cliente compra algo e tem dinheiro de volta, na cabeça dele, a percepção é que isso traz vantagem. E é, de fato, uma vantagem real", pontua. Segundo ele, é muito provável que o consumidor comece a escolher esse fornecedor na hora da compra em relação a outro, criando, assim, um laço emocional entre o cliente e a marca. "Há aumento de satisfação do cliente e a empresa constrói defensores da marca", destacou.

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