Economia
Agro
Pernambuco aposta na agricultura familiar
Segmento é responsável por 70% do consumo que chega à mesa da população no estado, integra 230 mil famílias e movimenta cerca de R$ 700 milhões
Publicado: 09/10/2023 às 10:27
Pequenos empreendedores ainda relatam dificuldades de comercialização das safras (Josué da Mata/SDA)
O fortalecimento da agricultura familiar é uma aposta de Pernambuco para impulsionar a produção de alimentos. O segmento é responsável por 70% do consumo que chega à mesa da população no estado, sendo executado por mais de 230 mil famílias e movimentando uma média mensal de R$ 700 milhões. No campo ou na cidade, os pequenos empreendedores ainda relatam dificuldades de comercialização, perdendo em fluxo e competitividade para grandes empresas. É nesta esteira de resgate e valorização que aporta no Recife, entre os dias 19 e 22 deste mês, a primeira edição da Feira Integrada de Produtos da Agricultura Familiar (Fipagri).
Com investimentos na ordem de R$ 800 mil, a estimativa de negócios, durante o encontro, é superior a R$ 10 milhões. Contudo, o foco se mostra na construção do elo entre produtores e consumidores. "Além da geração de renda, nosso propósito maior é de abrir essa porta para que o público conheça quem produz, seu local de atividade e toda a cadeia de processos envolvidos, agregando valor. Quem é visto, logo é lembrado", explica o presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Joaquim Neto.
O evento, com entrada gratuita, acontece na sede do órgão, localizada no bairro do Bongi, na Zona Oeste da capital, das 10h às 20h. A expectativa é de que 10 mil pessoas circulem diariamente pelos 200 estandes, atraindo olhares para mais de 500 produtos, como geleias, mel, leite de cabra, compotas, queijos, frutas, verduras e um vasto leque. Ainda assinalam a programação da Fipagri, palestras de capacitação e salas temáticas; assim como banca de negócios com representantes de instituições financeiras.
O agricultor Severino Félix, de 41 anos, é um dos participantes do evento, trazendo o recorte da agricultura orgânica, entre raízes e tubérculos. Morador do Sítio Cacimbas, no município de Vitória de Santo Antão, sua atividade gera trabalho para oito pessoas, incluindo irmãos, esposa e filhos. Para ele, é preciso incentivo para mudar uma rotina de desigualdade e desmotivação. "Quem não consegue se unir a cooperativas, acaba ficando sem visibilidade. Quando não conseguimos vender os alimentos, nos tornamos reféns de atravessadores, que levam quase todo o lucro da produção", revela.
No último trimestre, o Governo Federal anunciou o retorno do Plano Safra da agricultura familiar. Para 2023/2024, devem ser destinados R$ 71,6 bilhões ao crédito rural, por meio do Pronaf, representando um aumento de 34% em relação ao ciclo anterior. Ainda na Fipagri, o ponto alto fica por conta do lançamento de um selo especial, com a promessa de estimular a demanda e trazer mais confiança para quem está na ponta da cadeia, o que inclui revendedores e o consumidor final.
Com investimentos na ordem de R$ 800 mil, a estimativa de negócios, durante o encontro, é superior a R$ 10 milhões. Contudo, o foco se mostra na construção do elo entre produtores e consumidores. "Além da geração de renda, nosso propósito maior é de abrir essa porta para que o público conheça quem produz, seu local de atividade e toda a cadeia de processos envolvidos, agregando valor. Quem é visto, logo é lembrado", explica o presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Joaquim Neto.
O evento, com entrada gratuita, acontece na sede do órgão, localizada no bairro do Bongi, na Zona Oeste da capital, das 10h às 20h. A expectativa é de que 10 mil pessoas circulem diariamente pelos 200 estandes, atraindo olhares para mais de 500 produtos, como geleias, mel, leite de cabra, compotas, queijos, frutas, verduras e um vasto leque. Ainda assinalam a programação da Fipagri, palestras de capacitação e salas temáticas; assim como banca de negócios com representantes de instituições financeiras.
O agricultor Severino Félix, de 41 anos, é um dos participantes do evento, trazendo o recorte da agricultura orgânica, entre raízes e tubérculos. Morador do Sítio Cacimbas, no município de Vitória de Santo Antão, sua atividade gera trabalho para oito pessoas, incluindo irmãos, esposa e filhos. Para ele, é preciso incentivo para mudar uma rotina de desigualdade e desmotivação. "Quem não consegue se unir a cooperativas, acaba ficando sem visibilidade. Quando não conseguimos vender os alimentos, nos tornamos reféns de atravessadores, que levam quase todo o lucro da produção", revela.
No último trimestre, o Governo Federal anunciou o retorno do Plano Safra da agricultura familiar. Para 2023/2024, devem ser destinados R$ 71,6 bilhões ao crédito rural, por meio do Pronaf, representando um aumento de 34% em relação ao ciclo anterior. Ainda na Fipagri, o ponto alto fica por conta do lançamento de um selo especial, com a promessa de estimular a demanda e trazer mais confiança para quem está na ponta da cadeia, o que inclui revendedores e o consumidor final.
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