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Calor aquece o corpo e o setor de ar-condicionados

No primeiro semestre, foram comercializados mais de 1.483 milhão de aparelhos split. Pernambuco registrou crescimento de 53%

Publicado em: 13/10/2023 17:30

Com a maior demanda, o serviço de manutenção dos aparelhos também cresceu (Reprodução/Freepik )
Com a maior demanda, o serviço de manutenção dos aparelhos também cresceu (Reprodução/Freepik )

A compra e manutenção de ar-condicionado aumentou 53% no mês de setembro, em comparação ao mesmo mês de 2022. Os pernambucanos também gastaram, neste período, 262% a mais com o item. Os números, oriundos de pesquisa, realizada pelo Itaú Unibanco, demonstram que a onda de calor, que vem afetando grande parte do país, levou a uma busca por formas de aliviar a sensação térmica e obter mais conforto. O levantamento trata de operações com cartão de crédito e pix. Ainda no estado, entidades do comércio e serviços apontam que a corrida para baixar a temperatura se reflete em geração de trabalho e renda, com a ampliação do setor. Os cuidados ficam por conta do maior consumo, que impacta diretamente a conta de energia elétrica.

“Apesar de ser um recorte sazonal, foi perceptível o crescimento das vendas de itens de climatização. Neste pacote também estão inclusos os ventiladores, já que o custo é mais baixo, conseguindo atender a um número maior de famílias”, explica o presidente da Câmara de Diretores Lojistas do Recife, Frederico Leal. Segundo ele, o nicho se preparou, mantendo os estoques abastecidos e capazes de suprir a busca dos consumidores. No início deste segundo semestre, as vendas desses equipamentos já haviam assinalado um incremento, de cerca de 20%, em todo o país, disparando com a chegada dos meses mais quentes.

De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, no primeiro semestre de 2022, foram vendidas 1.279.074 unidades de ar-condicionado split, considerado o modelo mais comum para instalação residencial. Já o apanhado atual mostra que, nos mesmos meses de 2023, 1.483.492 aparelhos saíram das lojas. Os dados consideram apenas os produtos de fabricação brasileira. O acréscimo registrado nas vendas de ventiladores foi ainda maior. Os modelos de mesa tiveram alta de 34%, enquanto os de coluna 18%.

A perspectiva positiva para quem vende também se estende para os prestadores de serviço, nas áreas de instalação e/ou manutenção. Segundo o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE), Bernardo Peixoto, o calourão impulsiona a geração de renda. “As empresas que atuam no campo desta prestação tem assinalado maior demanda e, assim, vem precisando contratar mais gente para conseguir atender. O tempo quente, que antecede essa chegada do verão, deve emendar com o fim de ano, quando existe um fluxo natural de crescimento”, ressalta.

Numa loja especializada em venda e instalação de ar-condicionado, localizada no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, a vendedora Ângela da Mata, com mais de 10 anos de experiência neste segmento, diz que os números assinalados na pesquisa podem ser vistos no dia a dia. “A busca aumentou e os preços também. Com este interesse maior, percebemos que algumas peças se tornaram mais difíceis, alguns fabricantes demorando a entregar e até sendo feita lista de espera para certos modelos. Mesmo com o valor não tão atrativo, ninguém quer sentir calor, os clientes não deixam de levar”, afirma. Segundo ela, a fração comercial, incluindo restaurantes, hotéis, consultórios e escritórios, também reforçam esta esteira.

- Atenção ao consumo de energia
Com temperaturas elevadas e um alerta vermelho para a onda de calor, é natural que o consumidor utilize mais equipamentos como ar condicionado e ventiladores. Mas é necessário ficar atento ao consumo de energia, evitando surpresas na conta de luz. Ao usar o aparelho, é importante fechar portas e janelas, com a finalidade de conservar o ar frio dentro do cômodo. Manter limpo o filtro também ajuda no bom funcionamento.

“O tipo que mais economiza energia é o ar-condicionado inverter, que gera até 60% de economia quando comparado aos aparelhos que não possuem essa tecnologia. Neste modelo, o compressor, que é o maior vilão, é acionado apenas uma vez, evitando os picos de consumo”, explica o técnico José Maurício.

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