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Evolução do código de barras traz mais informações sobre produtos

Publicado em: 25/08/2023 11:33

 (Crédito: Reprodução/Divulgação)
Crédito: Reprodução/Divulgação
Criado nos Estados Unidos, o código de barras completa 50 anos em 2023. A tecnologia, que chegou no Brasil com atraso de dez anos, mudou completamente a forma como as compras são feitas. Permitindo o rastreamento de cada item, desde as fábricas até as lojas, tornou-se um padrão mundial de identificação de produtos.
 
Além de facilitar a vida do varejo ao eliminar a necessidade de remarcação de preços, ele passou a ser usado também para identificar boletos de pagamento, suprimindo a digitação de longas séries de números, da mesma forma que as compras não precisam ser digitadas pelos caixas, bastando aproximar do leitor.

Considerada uma das 50 inovações que mudaram a economia mundial, o código evoluiu em conjunto com a legislação, que passou a exigir dados mais completos sobre os produtos e sua origem, obrigando o código de barras linear a progredir para uma nova dimensão.

O resultado dessa evolução chega com o nome 2D, ou código bidimensional, que une as barras ao desenho mais complexo do QR Code. Além de lote, número de série e preço, agora também é possível incluir outras informações como dados nutricionais, no caso de alimentos. Tudo ao alcance de qualquer pessoa por meio da câmera do celular.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil), João Carlos de Oliveira, a mudança parece simples, mas altera a gestão e controle de estoques, tanto na indústria como no varejo. “É uma segunda revolução tecnológica que possibilita à cadeia de suprimentos melhorar a gestão e controlar a armazenagem, evitando perdas”, disse.
 
 (Crédito: Reprodução/Divulgação)
Crédito: Reprodução/Divulgação
 

A GS1 Brasil celebrou esse grande marco habilitando, pela primeira vez no mundo, o Código 2D com GS1 Digital Link, considerado uma revolução do código de barras. A leitura desse código foi feita na Parla Deli Delicatessen, padaria recifense. A novidade obtida foi o controle total da gestão desde o estoque até a pesagem dos produtos no checkout com a leitura do código 2D na balança da loja. Ele também permite a rastreabilidade e o controle de validade dos produtos pesados.
 
Algumas outras redes de supermercados, indústrias, entre outros varejistas espalhados pelo Brasil, já perceberam as vantagens de usar o código em suas embalagens. Entre eles estão a rede Pinheiro Supermercados, além da Vapza Alimentos, Fugita e Café Pacaembu. As informações disponíveis sobre um produto nas prateleiras do mercado não se limitam mais apenas ao espaço físico das embalagens. Agora, o consumidor tem acesso a outros dados sobre o item que coloca no carrinho por meio das "embalagens estendidas".

Códigos que transformam 
A partir das “inovações que transformam o amanhã”, tema do Brasil em Código deste ano, evento promovido pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, criações desenvolvidas fazem a diferença no dia-a-dia de clientes e varejistas e têm chamado a atenção do público e empresas.

A história do app NuRótulo começou a partir de Helena, que tinha apenas 8 meses quando olhos e lábios incharam ao comer um purê de batatas preparado com leite. O pai, Rodrigo Figueiredo, depois que descobriu que a filha tinha APLV - alergia à proteína do leite de vaca - começou a tentar entender os rótulos para conseguir comprar produtos seguros para a filha. E foi justamente por encontrar muita dificuldade em decifrar os ingredientes dos alimentos que ele decidiu criar um aplicativo que escaneia os códigos de barra dos produtos e já traz os alertas sobre os componentes alergênicos. 

Todas as informações contidas no aplicativo são fornecidas pela indústria de alimentos. Além da leitura dos rótulos, ‘’o app lê rótulos de medicamentos, indica os estabelecimentos comerciais para compra dos produtos, além de uma busca por categorias de alimentos e até uma lista de profissionais de saúde especializados em tratar pessoas com alergias alimentares’’, menciona Rodrigo.

O produto alia a tecnologia do código de barras e a necessidade de milhares de pessoas (mais de 100 milhões) com restrições alimentares, que, ainda hoje, sentem uma grande dificuldade ao tentar encontrar produtos sem os componentes ou ingredientes que possam prejudicar sua saúde.

Os dados também fazem a diferença quando falamos em varejo, na operação do chão de loja, para reduzir perdas e fornecer dados em tempo real, garantindo a rentabilidade e eficiência do negócio, que é uma solução trazida pela GIC. “A intenção é ter todas as informações de um único produto com apenas um bip”, comenta Ivan Fernandes, CEO da marca.

É aliando a tecnologia dos dados e a busca por mais informação, eficiência e lucratividade para o varejo que, empresas se unem através dos códigos para abastecer as prateleiras com mais eficiência, e clientes levam para casa produtos de forma mais consciente.

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