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Haddad diz que solução para o rotativo do cartão de crédito virá em 90 dias

No entanto, o ministro informou que a solução para os parcelamentos sem juros ficarão para depois. Haddad disse que os dois temas são prioritários para o governo

Publicado em: 14/08/2023 20:00 | Atualizado em: 14/08/2023 20:14

"Nosso foco é o (crédito) rotativo", disse o ministro da Economia, Fernando Haddad  (foto: Augusto Coelho)
"Nosso foco é o (crédito) rotativo", disse o ministro da Economia, Fernando Haddad (foto: Augusto Coelho)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que em 90 dias o governo e bancos apresentarão uma proposta para solucionar os altos juros no crédito. Em coletiva nesta segunda-feira (14/8), o ministro disse que o parcelamento de compras em muitas vezes e sem juros será discutido posteriormente.

 

"Nosso foco é o (crédito) rotativo. Tenho o compromisso dos bancos de que essa mesa de negociação tem prazo para terminar”, afirmou Haddad, referindo-se ao grupo de trabalho criado entre Fazenda, o Banco Central e representantes das instituições financeiras, para reduzir a taxa no rotativo, que em junho ficou em 437,3% ao ano. As negociações envolvem também o diálogo com o Congresso sobre o assunto, uma vez que já existe, na Câmara, um Projeto de Lei tratando do assunto. O grupo de trabalho, segundo Haddad, mantém conversas com o autor do projeto, Elmar Nascimento (União-BA) e com o relator, deputado Alencar Santana (PT-SP).

 

“O rotativo afeta muito a vida das pessoas e o parcelado sem juros responde hoje por 70% das compras feitas no comercio. Então, temos que ter muito cuidado para não afetar as compras no comercio, e não gerar um problema para resolver o primeiro", disse Haddad, ao informar que o parcelamento sem juros será tratado após o debate sobre o rotativo.

 

 

 

 

 

O assunto do parcelamento foi trazido à tona na última quinta-feira (10/8), quando o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, falou do tema em sessão no Senado, e afirmou que além do rotativo, será necessário resolver o parcelamento em muitas vezes sem juros, que aumenta o risco dos bancos.

 

Confira a notícia no Correio Braziliense

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