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Notícia de Economia

TRABALHO

Funcionários subaproveitados da Caixa recebem R$ 45 mil para organizar filas

Publicado em: 19/07/2022 21:09

 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal tem vários servidores subaproveitados em agências bancárias. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, existem casos de servidores que recebem R$ 45 mil e exercem funções similares a de servidores recém contratados com salários de R$ 3 mil, como por exemplo organizar filas das agências.

Em documento enviado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), a Caixa informou que 123 funcionários, que trabalhavam em Brasília na sede, foram transferidos para agências bancárias em um intervalo de 90 dias, entre o final de 2020 e o início de 2021.

No entanto, os sindicatos que representam a categoria garantem que o número de transferências é maior do que o informado.

Os funcionários subvalorizados já exerciam seus respectivos cargos há mais de dez anos e por isso incorporaram salários mais altos. Ainda sim, muitos tinham recebidos investimentos do próprio banco tendo a oportunidade de fazer cursos de formação e certificações.

À Folha, funcionários da Caixa — que não foram identificados — afirmaram que sofreram retaliações após problemas com a gestão do agora ex-presidente do órgão, Pedro Guimarães, que pediu demissão após várias acusações de assédio sexual e moral. Os servidores apontam ainda que represálias podem ter ocorrido por motivos políticos, pois alguns ocuparam altos cargos nos governos petistas.

Em nota ao Correio, o MPT confirmou que está investigando o caso e informou que se forem confirmadas as irregularidades "caberá propositura de termo de ajuste de conduta (TAC) ou de ação civil pública".

Ao Correio, a Caixa Econômica informou que a movimentação interna de seus empregados ocorre "conforme a legislação em vigor e observando as necessidades estratégicas do banco".

Já para à Folha, a empresa completou ainda que investigações internas estão em andamento e que o Conselho de Administração pediu a contratação de uma outra empresa — externa e independente — para verificar todos os casos de transferências e que existem canais de denúncias, de gestão de entidade externa, que se responsabiliza pela preservação da identidade dos denunciantes.
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