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Notícia de Economia

PROJETO

Economia criativa e tecnologia: uma outra visão do Sítio Histórico de Olinda

Publicado em: 03/05/2022 08:20

 (Foto: Rômulo Chico / DP Foto)
Foto: Rômulo Chico / DP Foto
Uma Olinda que se expande e vai além do setor histórico, turístico e do Carnaval, essa é a visão do projeto do Hub de Inovação presente na cidade olindense. A proposta tem como objetivo incrementar iniciativas direcionadas a economia criativa e a tecnologia da região, sendo trabalhadas alinhadas a quatro áreas, com a educação, as Organizações Não Governamentais (ONGs), os empreendedores e o governo. 

O projeto do Hub de Inovação busca proporcionar um novo ecossistema, que está em momento de formação, como explica Izabel Urquiza, ex-secretária de Desenvolvimento Econômico Inovação e Tecnologia de Olinda. “Temos que pensar que Olinda não é apenas o Carnaval, pensando no empreendedorismo de uma forma perene, com calendário anual para garantir a todos os empreendedores a sua rendabilidade. Quando falamos de inovação, tecnologia é necessário observar todos os elementos envolvidos. É pensar diferente, é olhar para uma paisagem e ver algo novo, como esse projeto está sendo construído. Não temos como retroceder, temos como avançar, flexibilizar”. 

“O Patrimônio Histórico de Olinda não vai mudar, mas ele precisa ser conservado, ser cuidado e para isso acontecer, temos que associar as possibilidades de empreendedorismo para garantir sua permaneça. Através da preservação passamos nossa cultura e história para as gerações futuras. Então, para garantir que ele seja preservado, temos que pensar nele, como uma área sustentável”, detalha a ex-secretária de Desenvolvimento Econômico Inovação e Tecnologia de Olinda. 

Izabel que tem uma vasta experiência no setor público, com passagens pela Caixa Econômica como procuradora, na Secretaria de Turismo do Governo do Estado como secretária, e no antigo Ministério das Cidades em Pernambuco como representante da UD, acredita que as transformações são realizadas a partir da atuação de toda sociedade. “Não é uma gestora, um prefeito, um secretário que vão encontrar uma solução, não é assim que as coisas funcionam, só tem efetividade quando temos uma visão sistêmica e quando conseguimos ter um espírito de coletividade. Então, você precisa associar conhecimentos. Temos a OCCA, Casa Criatura, Casa Estação da Luz, que estão fazendo trabalhos em economia criativa, inovação e de tecnologia, isso é o futuro e não podemos deixar de pensar no que temos de perspectiva para o futuro, afirmou”. 

A proposta une os campos da educação, do empreendedorismo, a cultura e as instituições privadas e pública. O grande objetivo é potencializa esse trabalho realizado no Sítio Histórico de Olinda através do espírito de coletividade e cooperação dos envolvidos. “A ideia é que possamos em pouco tempo transformar o ambiente e as pessoas que estão atuando isoladamente num ecossistema definido. Alguns empreendedores ficam receosos, por conta da falta de regulamentação. Esse ano, tivemos a aprovação da Lei de Inovação, sendo muito importante para delimitar e definir as regras para o desenvolvimento das atividades. Então, eu acho que é esse olhar sistêmico, essa possibilidade de você fazer um trabalho voltado para o empreendedorismo, é dar oportunidades para pessoas que estão muitas vezes em comunidades. Acho que o nosso compromisso tem sido ouvir, juntar pessoas, ter essa noção de coletividade e ter uma paixão, ressaltou.” 

A OCCA, um coletivo que funciona no espaço repleto de criatividade e de muita vontade de expandir os olhares na busca por novas ideias, é um dos cenários da economia criativa olindense. O cofundador da Olinda Creative Community Action, OCCA, explica o principal foco da instituição. “Nós somos um Instituto de Ciência e Tecnologia privado formado por pessoas das mais variadas áreas, com base no conceito de Engenharias, Artes e Matemáticas. Na OCCA, temos uma quantidade expressiva de pessoas que tem relação com o Porto Digital, desde investidores a pessoas que tenham startups. Juntamos pessoas por alguma razão, não estamos aqui com interesse de empreender nada, não é o que nos traz aqui, queremos fazer coisas bacanas, com gente bacana”.

Kleber explica que o desenvolvimento e crescimento da OCCA ajudar de alguma forma a sociedade de maneira prática. “Criamos um programa de ensino de robótica junto com Izabel Urquiza, quando ela era secretaria de Olinda, e o secretário de educação. O que está acontecendo, não depende do recurso de terceiros. Então, a OCCA não espera, não fica aguardando apoio, metemos a cara e fazemos, às vezes, com o reforço pessoal, tiramos dos nossos bolsos. Esse é o nosso espírito e a gente está criando coisas das mais diferentes, de um metaverso, que tem como ver o Sítio Histórico, por exemplo, descreve”. 

A Casa Estação da Luz, espaço cultural que desenvolve atrações de literatura, artes visuais, cinema e gastronomia, também está inserida no campo da inovação e da criatividade, como fala a sócia e gestora do local, Natália Reis. “Só estamos no Sítio Histórico de Olinda conseguindo trazer a cultura para dentro de numa casa do século 19 e apresentar tudo de mais moderno que tem de cultural, já é uma grande inovação, já estamos dentro da economia criativa e da inovação com essa proposta. É uma casa de pensamento sobre a cultura, todas as formas culturais que temos no Estado. Então, apresentamos a arte através de música, de poesia, de literatura, artes plásticas e gastronomia. Fazemos todo tipo de evento cultural para fortalecer esse setor, tanto musical, de dança e temos uma veia muito grande de projetos sociais. Tudo o que é apresentado nas oficinas, show tem um lado social”. 

Empreendedorismo Feminino

Durante a gestão de Izabel Urquiza, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico Inovação e Tecnologia de Olinda, outro projeto voltado para o empreendedorismo também foi desenvolvido, este voltado para o público feminino, com intuito fortalecer a prática para as moradoras de Olinda. “Vivemos um momento com alto índices de feminicídio e um ser que depende do outro não é livre e muitas mulheres são vítimas de feminicídio, porque dependem financeiramente de seus companheiros. Através desse trabalho de capacitação de mulheres conseguimos uma parceria com o SEBRAE e o Ministério Público e para levar qualificação as comunidades. Então, chega com essas parcerias e pegar essas mulheres para aprender, faz com elas se estabeleçam nesse setor, disse Izabel. 
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