Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Economia

INFRAESTRUTURA

Bento Albuquerque se opunha a construção de gasoduto apoiada pelo Centrão

Publicado em: 11/05/2022 21:56

 (Foto: MME/divulgação)
Foto: MME/divulgação
Apesar de a demissão do ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque ter sido relacionada ao aumento dos combustíveis, a verdadeira motivação pode ser um "toma-lá-dá-cá". Exonerado na manhã desta quarta-feira (11), ele era contra o avanço da construção de um mega-gasoduto. A obra atende aos interesses de Carlos Suarez, conhecido como o “rei do gás”, ex-sócio da empreiteira OAS.

As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e foram confirmadas pelo Correio nos bastidores. Suarez controla um oligopólio do setor em oito estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A nova obra custaria cerca de R$ 100 bilhões, e conta com o apoio de políticos do Centrão.

Suarez ainda possui mais quatro autorizações para iniciar obras de construção de novos gasodutos. Para viabilizar os empreendimentos, o empresário precisa de investimentos. As infraestruturas chegariam a regiões mais isoladas do país.

Por se tratar de uma questão bilionária, a proposta, que foi lançada em 2015, nunca andou no Congresso Nacional. Os parlamentares não entraram em consenso sobre os fundos para financiar a infraestrutura. Assim, uma alternativa oferecida pelo Centrão era direcionar a cifra bilionária do pré-sal para bancá-la. Para viabilizar a proposta, seria, então, apresentada na Câmara dos Deputados uma emenda em cima da hora, para não haver resistências. A manobra já estaria até acertada com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), segundo fontes do Legislativo.

Bento Albuquerque não concordava com a negociação. Pelo contrário, o ex-ministro queria atrelar ao MME a autorização para que as obras acontecessem. Além disso, a regra seria gerar competitividade no mercado. Dessa forma, outras empresas também poderiam registrar interesse no projeto.

O que se especula nesse momento é de que a substituição dele por Adolfo Sachsida foi estratégia usada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para avançar com a pauta. O economista era um dos braços direito do ministro Paulo Guedes.
TAGS: albuquerque | bento |
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
WIDGET PACK - Sistema de comentários
Manhã na Clube: entrevista com Dr. Roberto Galvão Filho, oftalmologista
Soldado russo se declara culpado por crime de guerra na Ucrânia
Manhã na Clube: entrevista com Maria Zilá Passo, advogada especialista em direito da saúde
Fechamento de escolas durante pandemia pode gerar prejuízos por décadas no Brasil
Grupo Diario de Pernambuco