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COLUNA

Banco do Nordeste flexibiliza taxas de juros

Por: Ecio Costa

Publicado em: 09/05/2022 06:00

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
Com a mudança, os juros cobrados nos financiamentos em prol do desenvolvimento da região poderão ser fixos ou variáveis. A decisão vai ser do cliente na hora de contratar a operação, mas é preciso saber escolher.

O Banco do Nordeste passou a adotar dois tipos de cobrança de juros sobre os financiamentos com recursos constitucionais do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE). Agora será possível optar por uma taxa pré-fixada ou pós-fixada, sendo a pré-fixada mais vantajosa neste momento.

Mas é importante entender que foto não é filme. Ou seja, enquanto a taxa pré-fixada está mais vantajosa no curto prazo, pois o IPCA está muito elevado, impactando no cálculo da taxa pós-fixada, a tendência é que mude ao longo do tempo, principalmente em projetos de longo prazo.

As taxas pré-fixadas estão abaixo de 10% ao ano e são recomendadas para operações que vencem nesse ano ou no começo do próximo, pois o IPCA ainda vai estar alto. Mas já em 2023, a situação vai inverter, pois a SELIC vai se manter elevada para fazer o IPCA convergir para a meta.

Por isso é importante analisar bem os cenários de curto e longo prazos, pois a tendência é que os juros cobrados de forma pós-fixada se tornem mais baixos que os pré-fixados oferecidos no momento, com SELIC muito elevada. A única vantagem do pré-fixado é saber a taxa de antemão.

A opção de escolher o tipo de taxa de juros vale para novos contratos. Os antigos poderão optar pela migração para a taxa pré-fixada, mas uma única vez e até 31 de dezembro desse ano. Ou seja, não poderão migrar de volta no futuro, caso a taxa pós-fixada fique mais atrativa.
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