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Notícia de Economia

PNAD CONTÍNUA

Atrás apenas da Bahia, Pernambuco tem a 2º maior taxa de desocupação do país no primeiro trimestre

Publicado em: 13/05/2022 15:41

 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Divulgada nesta sexta-feira (13) pelo IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua) revelou que Pernambuco possui a segunda maior taxa de desocupação do Brasil. Atrás apenas da Bahia, que registrou um índice de 17,6%, Pernambuco teve um nível de desocupação de 17% durante o primeiro trimestre de 2022. O resultado mantém a estabilidade na taxa de desocupação em comparação com o último trimestre do ano passado. Já em comparação ao primeiro trimestre de 2021, o estado apresenta uma redução de 4,4%. No Brasil, a média ficou em 11,1%. 
De acordo com a pesquisa, o nível de ocupação da população do estado cresceu de forma relevante para apenas duas categorias no início de 2022: a dos trabalhadores domésticos, com variação de 14,6%, saindo de 187 mil para 214 mil pessoas, e a do trabalhador familiar auxiliar, que trabalha sem remuneração ajudando a atividade econômica de membro do domicílio ou parente, com avanço de 68 mil para 102 mil pessoas e variação de 50,4%.

Em Pernambuco, o rendimento médio habitual das pessoas ocupadas foi de R$ 1.740 no primeiro trimestre de 2022, também estável em relação ao 4º trimestre de 2021. Mas, em comparação com os três primeiros meses de 2021, a perda chega a 12,3%. “Essa queda nos rendimentos revela a precariedade das relações de trabalho no estado, confirmada pelas estatísticas de informalidade”, comentou a gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita.

Já a taxa de informalidade ficou em 52,6% para população ocupada no primeiro trimestre deste ano, também mantendo a estabilidade, o que equivale a um milhão e 865 mil pessoas, categoria que inclui empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; trabalhador doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; trabalhador familiar auxiliar.

O secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes, falou sobre o trabalho da pasta para reverter grande parte do quadro e melhorar a vida dos pernambucanos. “Mais de 60% das vagas não são preenchidas nas Agências do Trabalho por falta de qualificação e isso estamos buscando resolver, mesmo sem recursos federais para a área, como acontecia em outras gestões. O plano de retomada, que visa investir R$ 5 bilhões, deve gerar até o final do ano cerca de 130 mil empregos. As prefeituras sabem do nosso esforço, juntamente com a população. Estamos indo pessoalmente a todos os municípios, analisando o quadro de perto, entregando certificados de cursos de qualificação, como se fosse o primeiro dia da gestão”, afirmou. 
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