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Notícia de Economia

COLUNA

Taxa de Desemprego no 1º trimestre é a menor desde 2016.

Por: Ecio Costa

Publicado em: 30/04/2022 17:38

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
O IBGE divulgou que a Taxa de Desemprego teve leve queda de 11,2% para 11,1% no trimestre encerrado em março, na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro. Esse percentual deveria ter aumentado por conta da sazonalidade do início do ano, como sempre acontece.

O primeiro trimestre do ano é de demissões por conta da virada de ano e das pessoas que foram contratadas para a produção nas indústrias e vendas no comércio do final do ano. A sazonalidade indica isso na série histórica do IBGE. Neste ano, o resultado foi diferente e houve não só manutenção como avanço na geração de empregos, principalmente os com carteira assinada.

Ao analisar a série histórica, chama a atenção que o patamar atingido pela taxa de desemprego é o mesmo de 2016. Este é um fato importante, pois de 2015 para 2016 houve um forte crescimento na taxa de desemprego, de 8,0% para 11,1% com a crise econômica, com queda substancial da atividade econômica, ocorrida no período de 2014 a 2016.

Segundo o IBGE, o rendimento médio do trabalhador recuou 8,7% em relação ao mesmo período de 2021 por conta do pico inflacionário que o país está vivenciando, que deteriora o poder de compra dos assalariados, mas houve um crescimento em relação ao trimestre encerrado em dezembro, quando a partir de janeiro o salário-mínimo foi reajustado.

Apesar da inflação persistente corroendo a renda dos trabalhadores, juros em alta dificultando a atividade econômica e incertezas relacionadas à disputa eleitoral que retardam as decisões de investimentos e contratações, a redução na taxa de desemprego pode surpreender ao longo de 2022. O contínuo crescimento das contratações com carteira assinada e a recuperação do setor de serviços, que mais emprega no país, principalmente em se tratando de mão de obra informal ajudarão.

Para que a taxa de desemprego caísse num ritmo mais forte, um avanço importante teria que vir da redução nos impostos sobre a mão de obra. A desoneração na contratação de trabalhadores jovens ajudaria rapidamente a diminuir a taxa de desemprego. 

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