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Notícia de Economia

IPCA

RMR acumula inflação de 10,42% em 2021, aponta IBGE

Publicado em: 11/01/2022 12:05

O resultado para o ano representa quase o dobro do acumulado de 2020 (Tânia Rego/Agência Brasil)
O resultado para o ano representa quase o dobro do acumulado de 2020 (Tânia Rego/Agência Brasil)
Com alta de 1,05% em dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana do Recife encerrou o ano de 2021 com avanço de 10,42%, percentual superior ao nacional, que foi de 10,06% no mesmo período. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado para o ano representa quase o dobro do acumulado de 2020, período em que a inflação para o Grande Recife foi de 5,66%, enquanto, no Brasil, o IPCA ficou em 4,52%. 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, todos tiveram alta em dezembro de 2021 na RMR. O maior avanço ficou por conta do segmento de vestuário (3,09%), seguido pelos artigos de residência (2,6%), saúde e cuidados pessoais (1,52%) e despesas pessoais (1%). 
 
Enquanto no acumulado do ano, os transportes se destacam no aumento dos preços, com alta de 21,86% entre janeiro e dezembro de 2021, impulsionada pelos reajustes dos combustíveis. Já o setor de habitação, pressionado pelo gás de cozinha e pela bandeira vermelha na energia elétrica residencial, ficou em segundo lugar, com 13,18%. 

Em seguida, aparecem os artigos de residência (11,28%). Dentro desse grupo, os videogames, os refrigeradores e as TVs tiveram os maiores reajustes, causados pelo aumento da demanda, variação cambial e escassez de matéria-prima para componentes eletrônicos. Completando a lista, aparecem os setores de alimentação e bebidas (9,22%), vestuário (8,86%), despesas pessoais (5,8%), saúde e cuidados pessoais (3,82%), educação (3,57%) e comunicação (2,23%). 

O produto que teve o aumento mais expressivo no IPCA da Região Metropolitana do Recife em dezembro de 2021 foi a cebola (36,42%), seguido pelo óleo diesel (15,08%). Na sequência, estão a laranja-pera (13,2%) e o mamão (9,2%), junto com os perfumes (8,61%), a maçã (8,43%), o seguro voluntário de veículo (8,08%), o café moído (7,84%) e o transporte por aplicativo (7,46%). Os brinquedos registraram avanço de 6,43% e completam a lista de dez itens com maior alta. 

No acumulado de todo o ano de 2021, o produto com maior reajuste de preço no Grande Recife foi o café moído (58,02%). Em seguida, estão o óleo diesel (49,91%), etanol (49,04%) e a gasolina (46,09%). Os combustíveis em geral tiveram uma forte alta ao longo dos últimos 12 meses, de 46,29%.

O açúcar cristal (34,49%), a macaxeira (34,25%), a margarina (34,09%) e o fubá de milho (33,74%) também tiveram aumento considerável. O gás de botijão ocupa a décima posição no ranking, com aumento de 31,18% de janeiro a dezembro de 2021. 

Já os produtos/serviços com maiores reduções no preço em dezembro de 2021 estão ligados ao grupo de alimentação e bebidas. A maior retração ficou por conta da batata-inglesa (-6,78%), o tomate (-4,51%), o coentro (-4,25%) e o arroz (-4,19%). O segmento outras bebidas alcóolicas, que inclui, por exemplo, o vinho, teve retração de 3,41% no mês, além  do leite longa vida (-3,36%), do alho (-3,3%) e da farinha de arroz (-3,25%).

Quando se considera o acumulado de 2021, a maior queda de preço foi verificada na uva (-23,54%), seguida pelo arroz (16,28%), pela maçã (-12,02%), pelos cereais, leguminosas e oleaginosas em geral (-9,17%), além da batata-inglesa (-8,63%), da carne de porco (-8,56) e do coentro (-8,36%).  
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