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Notícia de Economia

REAJUSTE

Educação privada deve ficar ainda mais cara em 2022

Publicado em: 02/01/2022 09:05

Ao realizar os pagamentos das mensalidades em 2022, os pais tenham que desembolsar, em média, 10% a mais do que em 2021 (Pedro Ibarra/CB/D.A.Press)
Ao realizar os pagamentos das mensalidades em 2022, os pais tenham que desembolsar, em média, 10% a mais do que em 2021 (Pedro Ibarra/CB/D.A.Press)
Para pais, mães e responsáveis, os gastos tradicionais com matrículas, mensalidades, materiais escolares e demais custos relacionados é motivo de preocupação e de muitos cálculos no início do ano. A estimativa é que, ao realizar os pagamentos das mensalidades em 2022, os pais tenham que desembolsar, em média, 10% a mais do que em 2021 nas escolas particulares do Distrito Federal.

"Normalmente o aluno se adapta a uma metodologia de ensino, e troca pouco de escola. Por isso, os pais acabam se sujeitando a aumentos que vão acima da média", analisa o coordenador de índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), André Braz. Ele destaca que os reajustes acima da inflação são uma tendência mundial. "Não vejo nenhuma estratégia perversa das escolas em quererem recuperar o tempo perdido. Elas cobraram menos na pandemia, porque sua estrutura de custos também foi reduzida, então, proporcionalmente, diante do que pôde ser economizado, os alunos também receberam algum benefício pelo ensino a distância", explica.

O maior custo para as escolas costuma ser a folha de pagamento. Com o reajuste salarial seguindo a inflação, o aumento desta despesa torna-se considerável. "Junto a isso vem outros itens que ficaram mais caros com a pressão inflacionária. Em 2020, as escolas foram obrigadas a manter e até mesmo reduzir os valores de mensalidades e, agora, passado esse impacto inicial da pandemia, deve agora tentar repor a margem de lucro", projeta o economista e empresário José Kobori.

Já quando se trata dos gastos atrelados à educação, um dos mais evidentes está relacionado à compra dos materiais escolares. Itens como cadernos, mochilas e livros didáticos devem ter acréscimo de cerca de 30%, segundo estimativa da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae). Isso porque diversas matérias-primas necessárias para a produção dos materiais escolares ficaram mais caras por causa da alta do dólar.

Como estratégia para a redução de custos, Braz indica o aproveitamento do material do ano anterior. "Lapiseiras, canetas, borrachas, até mesmo cadernos que estejam em boas condições de uso podem ser reaproveitados", recomenda. O especialista da FGV também sugere para evitar a compra de materiais de marcas relacionadas a personagens ou personalidades, pois envolvem um custo extra de direitos autorais. "Escolher um material mais genérico e propor ao aluno que customize o próprio material é um estímulo à criatividade", diz.
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