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Notícia de Economia

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Setor de serviços pernambucano amarga segundo pior resultado de 2021, em setembro

Publicado em: 12/11/2021 14:40

 (Foto: Agência Brasil/Reprodução)
Foto: Agência Brasil/Reprodução

Foi divulgada, nesta sexta-feira (12), a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) realizada pelo IBGE. No levantamento referente ao mês de setembro foi constatada uma retração de 2,2% no setor, sendo o segundo pior resultado do ano, superado apenas pelo mês de março, quando a queda foi de 2,3%. O percentual também foi o sexto pior do Brasil, empatado com Goiás e à frente apenas de Sergipe, Acre, Tocantins, Alagoas e Rondônia. Ainda assim, o estado conseguiu manter-se, pelo terceiro mês consecutivo, pouco acima do nível pré-pandemia. No país, a queda foi menos intensa, de 0,6%.

Em comparação com setembro de 2020, Pernambuco teve alta de 17,7% no volume de serviços, sexto maior índice entre os estados e acima da média nacional (11,4%). Por outro lado, a variação acumulada no ano foi de 10,9%, ligeiramente inferior à média brasileira (11,4%). Na variação acumulada de 12 meses, a tendência foi semelhante: a alta de Pernambuco foi de 5,7%, menor do que a nacional, de 6,8%.

Todas as atividades de serviços pesquisadas pela PMS tiveram alta em setembro de 2021 na comparação com o mesmo mês do ano passado. Mais uma vez, os Serviços prestados às famílias foram o destaque do levantamento, com alta de 95,4%, puxada pela flexibilização nas medidas de distanciamento social. O segmento inclui, por exemplo, hotéis, bares, academias e salões de beleza, que requerem contato físico do consumidor e foram os mais beneficiados pelo avanço da vacinação contra a Covid-19.

As outras quatro categorias tiveram expansão menos intensa em agosto frente ao mesmo período de 2020. Os Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio avançaram 16,5%. Já os Serviços profissionais, administrativos e complementares subiram 15,6%, enquanto os Serviços de informação e comunicação tiveram alta de 4,6% e Outros serviços, que inclui a compra, venda e aluguel de imóveis, atividades de apoio à agricultura, à pecuária e gestão de resíduos sólidos, aumentou 1,9%.

Quando se compara a variação acumulada em setembro de 2021 com o mesmo período do ano anterior, os Serviços prestados às famílias também estiveram na frente, com 45,8%, seguidos pelos Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (10,5%), Serviços profissionais, administrativos e complementares (8,7%), Outros serviços (5,3%) e Serviços de informação e comunicação (3,3%).

A situação é diferente na variação acumulada de 12 meses, já que a categoria Outros serviços teve o maior avanço (9,9%), e os Serviços prestados às famílias estão em segundo lugar, com alta de 5,1%. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3%), Serviços de informação e comunicação (1,7%) e Serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%) tiveram aumentos menos expressivos.

Índice de volume de atividades turísticas fica estável em setembro 
Em Pernambuco, o índice de volume das atividades turísticas ficou estável entre agosto e setembro deste ano. O resultado deixa o estado em nono lugar entre as 12 localidades pesquisadas. Com o resultado, o estado igualou o nível pré-pandemia. Entre os outros estados do Nordeste que participam do levantamento, a Bahia conseguiu índices positivos (1,5%). Já o Ceará apresentou queda de 5,2%, a maior do país. A média brasileira, por sua vez, foi de 0,8%.

Pernambuco teve, ainda, o segundo maior aumento do país em setembro de 2021 na comparação com o mesmo mês de 2020 (86%), atrás apenas da Bahia (104,7%). No Brasil, essa recuperação foi menos intensa, de 36,6%. Na variação acumulada de janeiro a agosto, Pernambuco ficou em terceiro lugar, com avanço de 45,6%, atrás da Bahia (48,9%). O Brasil teve um aumento menos expressivo, de 19,9%. 

Já na variação acumulada dos últimos 12 meses, Pernambuco foi o terceiro estado com maior aumento nas atividades turísticas, atrás apenas de Goiás (22,2%) e da Bahia (21,3%). A alta foi de 19%, em contraste com o resultado do Brasil, que foi positivo, mas discreto, de 1%.

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