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Notícia de Economia

CONJUNTURA

Taxa de desemprego recua, mas Brasil ainda tem 14 milhões de desempregados

Publicado em: 01/10/2021 07:32

 (Foto: Diana Raeder/Esp. CB/D.A Press)
Foto: Diana Raeder/Esp. CB/D.A Press
A taxa de desemprego recuou para 13,7% no trimestre fechado em julho, uma redução de 1 ponto percentual em relação ao período de três meses encerrado em abril. A melhora foi constatada pela Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, ainda há 14,1 milhões de pessoas em busca de um trabalho no país.

Segundo a pesquisa, o número de pessoas ocupadas (89,0 milhões) avançou para 50,2% no período. “Essa é a primeira vez, desde o trimestre encerrado em abril de 2020, que o nível de ocupação fica acima de 50%, o que indica que mais da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país”, destacou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

A Pnad mostra que houve um aumento no emprego com carteira assinada, no setor privado, mas o que mais avançou foram os postos de trabalho informais, com a manutenção da expansão do trabalho por conta própria sem CNPJ e do emprego sem carteira no setor privado. Essa combinação fez a taxa de informalidade subir dos 39,8% do trimestre móvel anterior para 40,8%, no trimestre encerrado em julho.

 (Editoria de Arte CB)
Editoria de Arte CB

“O emprego com carteira assinada avançou 3,5%, com mais 1 milhão de pessoas, totalizando 30,6 milhões no trimestre até julho. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o contingente aumentou 4,2%, com mais 1,2 milhão de pessoas. É o primeiro aumento no emprego com carteira, desde janeiro de 2020, na comparação anual”, informa a pesquisa. “Já o número de empregados no setor privado sem carteira (10,3 milhões) cresceu 6% na comparação com o trimestre móvel anterior. Em um ano, esse contingente subiu 19% ou 1,6 milhão de pessoas.”

O economista Luis Alberto de Paiva, presidente da Corporate Consulting, afirmou que a economia mostra capacidade de reação.

“Há dois meses que os dados são alentadores, começando pela vacinação alcançando cerca de 75% da população com pelo menos uma dose, o que não é pouco, pois somos 211 milhões de brasileiros”, disse. “Com o relaxamento das medidas de isolamento social, alguns setores puderam retornar às atividades gradativamente”, explicou Paiva.

O economista alerta, contudo, que há obstáculos pela frente. “O desafio, a partir da reabertura da economia, será como enfrentar a instabilidade política que o país vive, a alta exacerbada dos preços e dos juros e a elevação dos custos de importação”, elencou. “A entrada do produto internacional, responsável pelo balizamento de preços, não vai acontecer, o que corrobora ainda mais para a aceleração inflacionária, perda de poder aquisitivo da população e, no final, acentuação do desemprego”, observou Luís.

De acordo com o presidente da Corporate Consulting, outro fator que contribui para uma recontratação mais lenta é que, na crise, muitas empresas alcançam níveis melhores de produtividade. “Esse processo reduz a necessidade de mão de obra”, declarou.

Pelos dados do IBGE, o número de trabalhadores informais no país alcançou 36,3 milhões no trimestre encerrado em julho. Outras 25,2 milhões de pessoas trabalhavam por conta própria, um aumento de 4,7%. “Essa é a forma de inserção na ocupação que mais vem crescendo nos últimos trimestres na Pnad Contínua, embora o trabalho com carteira assinada comece a ter resultados mais favoráveis”, acrescentou Adriana Beringuy.
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