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O futuro da moeda digital

Publicado em: 05/10/2021 20:28 | Atualizado em: 05/10/2021 20:38

De acordo com o analista financeiro João Scognamiglio, existe uma redução natural da utilização de papel moeda (Foto: Bruno Scognamigli)
De acordo com o analista financeiro João Scognamiglio, existe uma redução natural da utilização de papel moeda (Foto: Bruno Scognamigli)

A digitalização das transações financeiras já é uma realidade brasileira há bastante tempo. Transferência bancária, TED, DOC, Pix e outras possibilidades são parte do caminho que ainda está longe do final. Com a expectativa de lançamento do Real Digital em 2022, o Banco Central vê a diminuição do papel e o aumento da digitalização da moeda brasileira. Essa ideia é reflexo do que se vive hoje em relação ao Pix. O método de pagamento instantâneo, lançado em novembro de 2020, chegou a representar 30% do total de transações bancárias feitas em março deste ano.

De acordo com o analista financeiro e co-fundador da Múltiplos Investimentos, João Scognamiglio, existe uma redução natural da utilização de papel moeda, possivelmente por conta do Pix.  "A tendência é que, com uma moeda mais digitalizada, haja uma redução ainda maior da utilização de papel moeda, o que representa uma redução de custo também para o Brasil. Ou seja, menor custo e maior controle sobre o dinheiro".

Em relação ao Real Digital, as informações, repassadas pelo Banco Central até o momento, é que a moeda tecnológica será garantida pelo órgão e as instituições financeiras vão apenas guardar o dinheiro para o cliente que optar pela nova modalidade. Segundo Scognamiglio, ainda não se sabe os detalhes sobre essa mudança para o Real Digital, já que o trabalho para o BC ainda é de testes de como realmente vai funcionar essa nova modalidade de pagamento e recebimento da nossa moeda. "Por isso, é importante deixar claro que o Real Digital é um projeto que ainda tem muitos pontos em aberto", aponta João.

Segundo o analista financeiro, existe muita expectativa sobre o futuro da digitalização da moeda e isso pode representar cada vez menos circulação do papel. "Já há diversos países, inclusive, estudando tirar de circulação esses papéis. Mas, no Brasil ainda estamos um pouco longe desse cenário, visto que nem todos possuem acesso a smartphones com internet. Mas sim, essa é uma tendência que independe, inclusive, do Pix, por exemplo", explica.

Investimento em criptomoedas
Assim como a moeda digital, a criptomoeda já representa o futuro. Mas, é importante lembrar que existe uma diferença importante entre ambas. As moedas digitais são moedas que, geralmente, possuem um órgão central, mas são emitidas pelo meio digital. Já as criptomoedas, que se tornaram mais populares recentemente, apesar de sua criação ter sido em 2009, com o Bitcoin, utilizam-se de algoritmos matemáticos e criptografia para existir, sem a necessidade de um órgão central.

Como o futuro é agora, para os investimentos em criptomoedas existe a necessidade de se conhecer bem o mercado e de ter o auxílio de um profissional da área. "É legal investir em criptomoedas, mas é necessário ter cautela, como não investir um dinheiro que possa fazer alguma falta na sua vida. Esse tipo de ativo tem uma volatilidade muito alta e pode gerar perdas significativas se não for investido responsavelmente", orientou João Scognamiglio.

O bitcon, criptomoeda mais conhecida, já faz parte do sistema financeiro de países em todo mundo. No caso de El Salvador, por exemplo, o Bitcoin se transformou em uma das moedas oficiais do país. Por isso,  mesmo com esses cuidados, é importante pontuar, segundo João, que esse mercado do "futuro" veio para ficar. "As facilidades que muitas cripto oferecem, não apenas o Bitcoin, são revolucionárias, apesar de terem tão pouco tempo no mercado".
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