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Notícia de Economia

AVANÇO

Intenção de consumo das famílias pernambucanas volta a crescer em outubro

Publicado em: 22/10/2021 17:04

 (Foto: Reprodução/Pixabay)
Foto: Reprodução/Pixabay

Segundo levantamento do IBGE divulgado nesta sexta-feira (22), o índice de intenção de consumo das famílias pernambucanas (ICF-PE) voltou a crescer em outubro, apresentando alta de 4,7%  na comparação com setembro e +19,6% em relação a outubro de 2020. Neste mês o índice alcançou 70,9 pontos, recuperando o patamar observado em março, final do primeiro trimestre. Com o resultado, confirma-se uma reversão na tendência de queda observada desde abril, quando passou de 70,6 pontos em março para 69,7 pontos, e chegando a 65,1 em agosto.

O ICF acompanha as tendências no comportamento de consumo das famílias no curto prazo, baseado em suas perspectivas sobre mercado de trabalho, renda e crédito para compras. Os índices são mensurados de acordo com a situação das famílias com relação ao ano anterior e as suas expectativas para os próximos seis meses, variando de 0 a 200 pontos, indicando insatisfação, ou pessimismo, quando abaixo de 100 pontos e satisfação, ou otimismo, quando acima de 100 pontos.

Apesar de ainda apontar para um olhar pessimista, abaixo dos 100 pontos, a média móvel trimestral do ICF-PE também registrou avanço, passando de 66,4 para 67,9 pontos (variação de 2,3%), o que ratifica a percepção de que a intenção de consumo melhorou levemente nos últimos dois meses, tendo em vista o aumento na circulação de pessoas e a perspectiva de aquecimento no mercado de trabalho, especialmente no setor de serviços, neste último trimestre do ano.

Na comparação com setembro, todos os subíndices do ICF-PE registraram variação positiva, destacando-se o subíndice que avalia a perspectiva de consumo para os próximos seis meses, que avançou de 49,7 para 54,2 pontos ( 9,1%) e o subíndice que avalia as condições do momento de consumo para bens duráveis, que saltou de 57,0 para 63,4 pontos ( 11,2%). Esses indicadores dão boas esperanças para a Black Friday e o período natalino.

Por outro lado, a desconfiança das famílias com relação à estabilidade no emprego continua impactando uma expansão maior da intenção de consumo. De fato, o subíndice que avalia a situação do emprego atual foi o que apresentou o menor crescimento entre setembro e outubro ( 1,0%) e o único a registrar variação negativa na comparação com outubro de 2020 (-2,2%). Em setembro esse subíndice já havia registrado um desempenho desfavorável: na comparação mensal ficou praticamente estagnado ( 0,4%) e na comparação com setembro de 2020 a variação foi de -4,5%.

Mesmo com a precaução em relação ao mercado de trabalho, os índices apontam uma caminhada lenta, porém consistente, em direção à retomada do comércio. A avaliação do nível de consumo atual cresceu 5,1% em relação a setembro e 43,7% com relação a outubro do ano anterior; já a perspectiva de consumo além de crescer 9,1%, avançou 21,9% na comparação com outubro de 2020.

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