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Notícia de Economia

PALESTRA

Diario de Pernambuco promove palestra sobre os desafios da comunicação no pós-pandemia

Publicado em: 07/10/2021 12:45 | Atualizado em: 07/10/2021 12:47

 (Foto: Rômulo Chico / Esp. DP Foto)
Foto: Rômulo Chico / Esp. DP Foto
Com a constante evolução tecnológica, que foi acelerada pela pandemia, diversas mudanças de comportamento ocorreram na sociedade. A mídia impressa precisou se adaptar à nova realidade para manter sua relevância e não abandonar o público fiel. Foi pensando nessas questões que o Diario de Pernambuco promoveu a conversa Mercado pós-pandemia: o que esperar do futuro da relação da mídia impressa com a digital. O encontro, voltado para o mercado publicitário, aconteceu ontem, no auditório da Fiepe, no bairro de Santo Amaro, no Recife, e teve como palestrante o sócio diretor da TGI Consultoria, Francisco Cunha. Ele falou sobre as mudanças sociais causadas pela pandemia e seus reflexos na área da comunicação.

Cunha prevê que, caso o cenário de normalização avance e as tendências econômicas atuais se confirmem, uma enorme explosão de consumo acontecerá no fim do ano, algo que exigirá um planejamento prévio bem estruturado para atender toda a demanda. O especialista em gestão também afirmou que certas tendências criadas durante a crise pandêmica podem continuar como a nova realidade social, e que o empresariado precisará saber agir dentro do contexto dessas tendências.

O palestrante destacou que, após esse período de dificuldade, muitas pessoas optarão por uma nova forma de viver em sociedade, e que cinco preferências de comportamento serão as mais marcantes, dentro do conjunto denominado Low Touch Economy, ou economia de baixo contato: redução do contato e aglomerações; ampliação de encontros remotos; aumento do comércio online; proximidade casa-trabalho e priorização pelo home office; e aumento da preferência pelo ar livre. A partir dessas novas preferências, o palestrante pontuou pelo menos 20 mudanças sociais que se enraizarão no cotidiano.

Ele alertou que, com a nova realidade, lideranças e governos se movimentarão para reconfigurar as normas sociais e que isso causará grande impacto no mundo, principalmente na esfera empresarial. Também explicou que a internet é um fator poderoso na propagação dessas alterações e citou a mudança na forma como as novas gerações enxergam as antigas invenções e comportamentos, num processo influenciado pelas redes sociais.

O especialista concluiu sua apresentação dizendo que a maior facilidade de acesso à internet ampliou o potencial de surgimento de fake news e da divulgação de notícias mal apuradas. Segundo ele, diante desse contexto, a imprensa tradicional aumenta o valor das suas atividades e consegue fidelizar pessoas através da sua credibilidade e nível profissional de curadoria, fator de destaque em relação aos diversos conteúdos divulgados de forma impulsiva pela maioria dos internautas, mais preocupados em receber atenção.

Para confirmar esse ponto, Cunha apresentou dados da 10° edição do relatório Digital News Report, que envolveu 46 países e colocou o Brasil como o 7° lugar entre as nações em que a população mais confia na mídia tradicional. A pesquisa aponta que 54% da população brasileira confiam na imprensa tradicional, enquanto que apenas 34% confiam nas mídias sociais.

“Essas médias globais aumentaram por causa da pandemia. Isso demonstra como são importantes a credibilidade e a curadoria da informação. Outro ponto fundamental é a tradição, como a existente no Diario. Esses três pontos são o que eu considero como a tríade da confiança na imprensa”, destacou.
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