Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Economia

SUPERENDIVIDAMENTO

Lei do Superendividamento prevê renegociação de dívidas sem encargos

Publicado em: 02/07/2021 18:13

 (Em vigor a partir desta sexta-feira (2), Lei 14.181/21 traz novas regras para o Código de Defesa do Consumidor a fim de proteger o cidadão. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)
Em vigor a partir desta sexta-feira (2), Lei 14.181/21 traz novas regras para o Código de Defesa do Consumidor a fim de proteger o cidadão. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Entrou em vigor, nesta sexta-feira (2), a Lei 14.181/21, que modifica o Código de Defesa do Consumidor (CDC), trazendo regras para prevenção e tratamento do "superendividamento". O novo texto obriga bancos, financiadoras e empresas que vendem a prazo a informar ao consumidor, no ato da contratação, o valor total das parcelas, incluindo juros e encargos em situações de atraso. A lei também concede ao consumidor o direito de antecipar parcelas, e obriga os credores a renegociar dívidas, sem inclusão de novos encargos.

De acordo com informações do Serasa, 62 milhões de brasileiros estão inadimplentes, sendo que a metade tem a renda inteira comprometida. O foco da nova lei é exatamente o consumidor superendividado, que, devido à situação de desemprego, problemas de saúde ou por qualquer outro motivo, não tenha conseguido honrar as parcelas. Essas pessoas, agora, poderão renegociar suas dívidas na justiça, de forma simplificada.

“Se não houver êxito na conciliação em relação a quaisquer credores, o juiz, a pedido do consumidor, instaura processo por superendividamento para revisão e integração dos contratos. No prazo de 15 (quinze) dias, os credores citados juntarão documentos e as razões da negativa de aceder ao plano voluntário ou de renegociar”, diz a lei.

Ainda segundo as regras, o plano judicial compulsório de renegociação assegurará aos credores, no mínimo, o valor do principal devido, corrigido monetariamente por índices oficiais de preço.

Propagandas abusivas
Além das novas regras sobre renegociação de dívidas e de transparência sobre valores no ato da contratação de crédito, o novo Código de Defesa do Consumidor garante práticas de crédito responsável, e proíbe propagandas abusivas no mercado de empréstimos, como anúncios do tipo “sem consulta ao SPC” ou “sem comprovação de renda”. Além disso, proíbe o assédio ou a pressão sobre consumidor para contratar o fornecimento de produto, serviço ou crédito, especialmente se for idoso, analfabeto, doente ou em estado de vulnerabilidade.

Veto
Além dessas proibições, o texto original propunha a coibição de propagandas de oferta de créditos ao consumidor do tipo “sem juros”, “sem acréscimos” ou “juros zeros”, pois, neste tipo de operação, os juros costumam estar “embutidos nas prestações". O parágrafo, contudo, foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro.

“A Lei não deve operar para vedar a oferta do crédito em condições específicas, desde que haja regularidade em sua concessão”, justificou.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Manhã na Clube: entrevistas com prefeito João Neto (PL), dra Tamires Sales e advogado Rômulo Saraiva
Manhã na Clube: entrevistas com Chico Kiko, Diego Pascaretta e Rômulo Saraiva
Domitila, artivista e recifense que está entre as selecionadas do Miss Alemanha 2021
Terceira dose de vacina anticovid começa a ser aplicada em Israel para aumentar imunidade
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco