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Setor de Serviços amarga mais um mês de recuo em Pernambuco

Publicado em: 11/06/2021 17:47

 (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O setor de serviços pernambucano se afastou ainda mais do cenário pré-pandemia, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O volume de serviços em Pernambuco caiu pelo terceiro mês seguido e apresentou recuo de 1,8% em abril. Atualmente o estado está 8,3 pontos percentuais abaixo dos níveis de fevereiro de 2020, último mês antes da disseminação da Covid-19 no país.

Levando em consideração abril de 2020, quando a pandemia avançava e as medidas de distanciamento social foram cruciais para conter o cenário de contaminação, é percebido um avanço recorde de 19,9% em Pernambuco, muito semelhante à média brasileira, de 19,8%. Já no primeiro quadrimestre deste ano, o estado teve variação negativa (-3%), ante a alta nacional de 3,7%. No acumulado dos últimos 12 meses, os serviços tiveram retração 11,5%, contra uma baixa menos intensa, de 5,4%, no Brasil.

Todas as áreas pesquisadas pela PMS tiveram alta em abril de 2021 na comparação com 2020. O maior avanço, de 135,3%, foi nos serviços prestados às famílias, que inclui 23 segmentos, como hotéis, bares, restaurantes, salões de beleza, espetáculos de artes cênicas e atividades esportivas em geral. 

“Essa alta tão expressiva reflete a baixa base de comparação. Em abril de 2020, houve um forte impacto no setor de serviços, quando houve um fechamento mais severo das atividades econômicas no estado por todo o mês”, explica a gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita. 

A categoria ‘Outros Serviços’, como compra, venda e aluguel de imóveis, atividades de apoio à agricultura, à pecuária e gestão de resíduos sólidos teve o segundo melhor desempenho, ao crescer 34,9% em abril desde ano contra o mesmo mês de 2020. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios também teve aumento expressivo, de 24,5%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares (6,8%) e os serviços de informação e comunicação (3,4%) também tiveram expansão, mas de forma mais suave.

Comparando o primeiro quadrimestre deste ano com 2020, percebe-se outro recuo. O único índice positivo ficou com o segmento ‘Outros Serviços’ (7,6%). Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram o maior recuo (-5,2%), seguidos pelos Serviços prestados às famílias (-3,3%). Os Serviços profissionais, administrativos e complementares e os Serviços de informação e comunicação tiveram o mesmo percentual negativo (-2,8%).

Na variação acumulada de 12 meses, o setor de ‘Outros Serviços’ é, novamente, o que se destaca positivamente, com avanço de 5,4%. Por outro lado, os Serviços prestados às famílias tiveram o pior desempenho (-37,1%), junto aos Serviços profissionais, administrativos e complementares (-10,9%), aos Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (-10,5%) e aos Serviços de informação e comunicação (-4,2%).

Turismo ensaia recuperação

Pernambuco teve uma alta muito discreta, de 0,3%, próxima à estabilidade, no volume de atividades turísticas em abril frente ao mês de março. Ainda assim, foi um resultado superior ao do Brasil, que teve queda de 0,6%. O estado ficou em 6º lugar entre as 12 localidades pesquisadas, à frente, por exemplo da Bahia (-3,1%) e atrás do Ceará (2,4%). Em PE, o segmento de turismo precisa crescer 46,5 pontos percentuais para voltar aos níveis pré-pandemia.

Ao se considerar as atividades turísticas em abril de 2021 na comparação com o mesmo mês de 2020, Pernambuco teve o segundo maior aumento do país (127,4%), atrás apenas de Goiás (138,3%). No Brasil, essa recuperação foi menos intensa, mas ainda significativa, com alta de 72,6%. No entanto, na variação acumulada no primeiro quadrimestre de 2021, houve queda tanto no estado, de 7,9%, quanto no país, de 17,4%. O mesmo ocorreu na variação acumulada dos últimos 12 meses: Pernambuco recuou 36,4%, enquanto o Brasil alcançou número parecido, com retração de 36,8% no volume das atividades turísticas.

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