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Governo de Pernambuco e Neoenergia planejam planta de Hidrogênio Verde em Suape

Por: Iris Costa

Publicado em: 10/06/2021 18:36

 (Foto: Rafael Medeiros/Suape/Divulgação)
Foto: Rafael Medeiros/Suape/Divulgação

Conhecido como “combustível do futuro”, o hidrogênio verde (H2V) tem ganhado a atenção de segmentos privados e do setor público. Há menos de um mês, a Qair Brasil anunciou um investimento bilionário no Porto de Suape. O propósito da companhia francesa é a implementação de uma planta para produção de hidrogênio verde. Agora, mais uma iniciativa surge, desta pelo setor público. Nesta quinta-feira (10), o governo estadual e a Neoenergia firmaram um Memorando de Entendimento para a criação do próprio projeto-piloto de uma usina de H2V, em Suape.

A ideia é mobilizar agentes para viabilizar a planta a partir de clientes locais, como Programa Noronha Carbono Neutro de Fernando de Noronha. O documento foi assinado em audiência com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Geraldo Julio, e representantes da Neoenergia.

Um dos elementos mais abundantes no planeta, o hidrogênio é considerado uma matéria-prima muito importante na indústria. É usado em larga escala, por exemplo, no processo de refino de petróleo. No entanto, mais de 90% do hidrogênio produzido atualmente no mundo é obtido a partir da reforma do gás natural, ou seja, é de origem fóssil e não renovável. Já o H2V é obtido a partir da usina de eletrólise que separa o oxigênio e o hidrogênio da água. É chamado de verde porque a usina que o produz funciona a partir de fontes de energia 100% renováveis. O H2V é insumo para muitas indústrias, já existindo até como combustível para veículos. Também é utilizado para produzir amônia, um dos principais fertilizantes para o agronegócio, do qual o Brasil é um importante consumidor.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do Brasil, em fevereiro deste ano, apontou o hidrogênio como um dos temas prioritários para pesquisa e desenvolvimento no país, visando à aplicação de recursos publicamente orientados.

“Fala-se de economia do futuro, menos nociva ao meio ambiente, mas são medidas atuais que nos colocam no movimento. Já instituímos um Grupo de Trabalho dentro do Governo para debater Hidrogênio Verde e, agora, um memorando de intenções com a Neoenergia, que vamos trabalhar para elevar a demanda e viabilizar parcerias tecnológicas que entrem nesse projeto com a gente para Pernambuco sair na frente. São medidas visionárias como essa que vão sempre nos manter protagonistas e aparecendo na estratégia de grandes agentes econômicos globais quando se fala do Nordeste e do Brasil”, ressaltou Geraldo Julio.

“O hidrogênio verde é um importante vetor para acelerar a descarbonização industrial e contribuir para eletrificação da economia, pois é obtido a partir de fontes renováveis. Essas premissas fazem parte dos compromissos da Neoenergia com o desenvolvimento, além de gerar uma maior dinâmica competitiva e descentralizada ao unir os diferentes segmentos de mercado”, comentou David Benavent del Prado, diretor da Termopernambuco.

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