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Notícia de Economia

AVALIAÇÃO

BC aponta potencial "não realizado" de portabilidade de crédito

Publicado em: 25/05/2021 17:38

Em 2020, foram quase 6,3 milhões de solicitações de portabilidade (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Em 2020, foram quase 6,3 milhões de solicitações de portabilidade (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
O Banco Central (BC) avalia que existe um potencial não realizado de portabilidade de crédito no Brasil que soma 18,9 milhões de tomadores de empréstimos no crédito consignado, 4,2 milhões no financiamento de veículos e 493 mil no crédito imobiliário.

Esses clientes pagam taxas de juros acima da média atual do mercado e, caso optassem pela portabilidade, poderiam transferir sua operação para outra instituição, com custo menor, segundo o estudo Evolução da portabilidade de crédito no Brasil: comportamento e perfil divulgado nesta terça-feira (25).

O relatório do BC afirma que, mesmo em um cenário de redução das taxas de juros, resultante do processo de reduc%u0327a%u0303o da taxa Selic, a procura pela portabilidade ainda representa um percentual pequeno. Em 2020, foram registradas quase 6,3 milhões de solicitações de portabilidade de crédito. Desse total, 62% foram efetivadas e 13% foram retidas após negociação com o cliente.

Criada em 2006, a portabilidade é a modalidade na qual os consumidores podem transferir suas dívidas para outras instituições financeiras. Entre os benefícios que a modalidade pode trazer estão a reduc%u0327a%u0303o nas taxas de juros, cre%u0301dito adicional, alongamento do prazo, entre outras convenie%u0302ncias.

Na avaliação do BC, a análise das solicitações ocorridas no ano de 2020 aponta para um funcionamento satisfatório do instrumento da portabilidade, com 75% de sucesso no resultado dos pedidos registrados e menos de 5% do total de reclamações registradas.

Crédito consignado
De acordo com o BC, o potencial na%u0303o realizado de portabilidade e%u0301 bastante expressivo para modalidades como cre%u0301dito consignado e aquisic%u0327a%u0303o de vei%u0301culos.

Nessas modalidades, respectivamente, 47% e 28% dos tomadores (25% e 12% do saldo total de operações de portabilidade) ativos em dezembro de 2020 esta%u0303o em operac%u0327o%u0303es com taxas de juros acima de 25% a.a., enquanto as taxas me%u0301dias em 2020 foram de 19,7% no crédito consignado e de 19,3% a.a. na aquisição de veículos.

O documento aponta que os contratos de portabilidade no crédito consignado apresentaram redução média de 5,7 pontos percentuais.

No caso do consignado, os resultados foram dispersos em relação à variação do saldo e do número de parcelas. Foram encontradas tanto de operações em que ocorreu alongamento de prazo e aumento do saldo devedor quanto de situações de diminuição e manutenção da quantidade de parcelas e do saldo.

“Para parte significativa das operações portadas nessa modalidade, a principal motivação parece ser a obtenção de crédito adicional e/ou ampliação do prazo”, diz o relatório.

Crédito imobiliário
Em 2019, o estudo concluiu que os 36 mil contratos de crédito imobiliário que haviam se beneficiado com reduc%u0327a%u0303o de taxa de juros representavam apenas 6,4% do total de contratos.

“Os resultados encontrados em 2019 continuam va%u0301lidos. Na%u0303o obstante a queda significativa das taxas e do grande crescimento nas operac%u0327o%u0303es de portabilidade, em dezembro de 2020 havia ainda 493 mil tomadores (saldo de R$ 63 bilho%u0303es) em operac%u0327o%u0303es com taxas de juros acima de 10% a.a., mais elevada que a taxa me%u0301dia de aproximadamente 7% a.a. praticada pelo mercado em 2020”, diz o Banco Central.

O relatório aponta ainda que as operações portadas de crédito imobiliário tendem a manter valores de carteira ativa próximos aos da operação original, com variação inferior a 2% dos valores devidos. Entretanto, o documento ressalta que, nessa modalidade, ocorre redução média de 2,9 pontos percentuais das taxas de juros e uma redução do número de parcelas expressiva.
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