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Notícia de Economia

Retração

Vendas no comércio de Pernambuco recuam na abertura do ano

Publicado em: 17/02/2021 14:56

Consumo registrou retração de 5,6% em janeiro no comércio pernambucano. (Foto: Arquivo Diario de Pernambuco)
Consumo registrou retração de 5,6% em janeiro no comércio pernambucano. (Foto: Arquivo Diario de Pernambuco)

Segundo dados do Índice Getnet de Vendas do Comércio Varejista Brasileiro (IGet), o varejo pernambucano abriu 2021 com queda de 5,6% no consumo em janeiro. A retração foi apontada depois de o índice apresentar crescimento de 2,6% em dezembro. Porém, ainda assi, o recuo em Pernambuco foi menos acentuado do que na média nacional, que registrou retração de 10,9%, descontados fatores sazonais. 

De uma forma, nenhum estado brasileiro apresentou resultado positivo. Os piores números estão divididos entre estados do Norte e Nordeste: Amazonas (-19%), Pará (-19,4%), Amapá (-14,3%), Tocantins (-12,1%), Rio Grande do Norte (-19,7%), Piauí (-11,6%). O IGet é medido pelas transações das máquinas da Getnet, empresa de tecnologia do grupo Santander, em 150 mil estabelecimentos comerciais do país.

"Os números confirmam nossa expectativa de que as vendas sofreriam os efeitos do fim do benefício fiscal, assim como mostrou o quarto trimestre de 2020, quando houve redução e, consequentemente, desaceleração do consumo das famílias. Alguns fatores poderão contribuir para reversão deste cenário, como o avanço da vacinação, o fim das restrições das atividades e um possível retorno de incentivos fiscais que está em discussão", comenta Gustavo Bahia, vice-presidente de Finanças da Getnet.

Com exceção do segmento de Artigos Farmacêuticos, que teve alta de 2,7% no período, todos os outros grupos avaliados tiveram queda. Vestuário e Materiais para Escritório tiveram as maiores baixas, de 25,6% e 25,9%, respectivamente. No conceito ampliado, Materiais de Construção fechou com recuo de 6,1% e Partes e Peças Automotivas com retração de 2,5%. 

"Nossa avaliação é de que os números condizem com um cenário previsto de retração da atividade econômica neste primeiro trimestre, impactado também pelo recrudescimento da pandemia. De fato, a redução da mobilidade já observada neste início de ano terá reflexo nos dados de serviços mais relacionados com a interação social, justamente os mais impactados pela crise e os mais atrasados na recuperação", afirma Lucas Maynard, economista do Santander.
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