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Varejo de Pernambuco tem maior queda para dezembro da série histórica

Publicado em: 10/02/2021 15:04

O setor de tecidos, vestuário e calçados foi impactado pelos efeitos da pandemia.  (Foto: Tarciso Augusto/Arquivo DP)
O setor de tecidos, vestuário e calçados foi impactado pelos efeitos da pandemia. (Foto: Tarciso Augusto/Arquivo DP)

O varejo de Pernambuco registrou a maior queda para um mês de dezembro desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, em 2000. O volume de vendas teve retração de 6,5% no último mês do ano passado em relação a novembro, seguindo a mesma tendência nacional, já que o Brasil apresentou recuo de 6,1% no mesmo período. Porém, ainda com esse resultado negativo, o varejo Pernambuco conseguiu fechar 2020 com desempenho positivo, com alta de 0,7% no acumulado do ano.

Depois de ter apresentado crescimento de 4,3%, o resultado de Pernambuco em dezembro na variação mensal foi o sexto pior do país atrás do Acre (-17,5%), Rondônia (-12%), Maranhão (-8,3%), Rio de Janeiro e Sergipe. Ainda assim, o resultado foi 4,2 pontos percentuais acima do nível pré-pandemia. Além disso, na comparação com dezembro de 2019, o volume de vendas do varejo estadual teve alta de 4,1%, acima da média nacional, que foi de 1,2%. 

Levando em consideração o comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção o estado teve resultado melhor do que a média nacional em todas as variações da pesquisa. Na passagem de novembro para dezembro, enquanto Pernambuco apresentou queda de 2,5%, o país registrou recuo mais acentuado, de 3,7%. Em dezembro sobre o mesmo mês de 2019, o varejo ampliado pernambucano cresceu 8,3%, contra alta de 2,6% no Brasil. No acumulado de 2020, o estado registou novamente uma retração menos acentuada do que a do país, de 0,4% contra 1,5%. 

Entre as 13 atividades, nove tiveram crescimento em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2019. A maior alta foi no segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com 35,6%. Além dele, outros setores que apresentaram incremento, foram os de veículos, motos, partes e peças (23,3%), eletrodomésticos (11,3%), materiais de construção (6,7%), móveis e eletrodomésticos (5,3%), hipermercados e supermercados (4,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,5%), combustíveis e lubrificantes (3,1%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,9%).

Na contramão, as atividades que tiveram a maior retração no mesmo período foram a de livros, jornais, revistas e papelaria, com queda de 69,7%, além de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-15,4%), móveis (-10,7%) e tecidos, vestuário e calçados (-3,6%). Já no acumulado do ano, alguns setores acabaram se beneficiando com as medidas restritivas de isolamento social, como o de móveis e eletrodomésticos, com alta de 25%, e artigos farmacêuticos, de 13,5%. 

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