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Notícia de Economia

Exportações

Medidas de defesa comercial podem impactar exportações em US$ 900 mi

Publicado em: 18/02/2021 15:33 | Atualizado em: 18/02/2021 15:55

 (Foto: AFP / CLEMENT MAHOUDEAU)
Foto: AFP / CLEMENT MAHOUDEAU

Levantamento da CNI mostra que as medidas podem afetar 233 produtos brasileiros, sobretudo do setor de siderurgia. Indústria defende fortalecimento de seu sistema de defesa comercial. 

 

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil pode deixar de exportar US$ 856,8 milhões por ano em função de 27 medidas de defesa comercial aplicadas ou cujas investigações foram iniciadas por 12 países em 2020. O levantamento mostra que as medidas podem afetar 233 produtos brasileiros, sobretudo do setor de siderurgia.
Ao todo, 15 medidas aplicadas ou com investigações iniciadas, 59% do total, foram salvaguardas iniciadas, com impacto potencial de US$ 75,8 milhões sobre as exportações brasileiras. Por meio delas, os governos elevam o imposto de importação para um patamar acima do permitido quando enxergam prejuízo ou ameaça de prejuízo grave à indústria nacional em função do aumento de importações de determinado produto.  Outras nove medidas, ou 33% do total, foram medidas ou investigações antidumping, com impacto de US$ 662,3 milhões sobre as exportações brasileiras. Com elas, o governo aplica alíquotas para neutralizar efeitos danosos à indústria nacional decorrentes de importações de produtos com preço abaixo do valor praticado em seu mercado de origem. Duas, ou 14%, foram medidas ou investigações antissubsídios (ou medidas compensatórias), com impacto de US$ 118, 7 milhões. Elas buscam, por meio de uma sobretaxa, compensar danos causados à indústria nacional pela concessão, em outros países, de subsídios a determinados produtos. OMC As três medidas, para serem aplicadas, precisam seguir investigações conforme as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Na avaliação da CNI, o governo brasileiro deve monitorar rigorosamente medidas de defesa comercial contra as exportações brasileiras e verificar a sua consistência para identificar se elas não violam regras internacionais.%u2028%u2028“A CNI considera fundamental que os exportadores brasileiros considerados alvo de investigações de defesa comercial no exterior recebam apoio do governo brasileiro desde o início desses processos”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi.

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