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Dólar encosta nos R$ 5,50, maior cotação em dois meses

Publicado em: 11/01/2021 15:51

 (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Após uma semana de recordes, bolsas de todo o mundo operam em queda nesta segunda-feira (11). E o baque é sentido com força no Brasil. Por isso, o Ibovespa cai mais de 1% e o dólar supera os R$ 5,50, na maior cotação dos últimos dois meses.

De acordo com analistas, as bolsas estão no vermelho por conta de um movimento de correção dos lucros recordes realizados na semana passada, mas também devido à tensão política nos Estados Unidos e ao avanço dos casos de covid-19 pelo mundo. A cautela se acentua no Brasil na esteira dos riscos fiscais e políticos que rondam o país, sobretudo depois de o Partido dos Trabalhadores cobrar de Baleia Rossi (MDB-SP), o candidato de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara, a análise dos pedidos de impeachment já apresentados contra o presidente Jair Bolsonaro.

Por conta disso, o Ibovespa, que fechou a semana passada batendo o recorde de 125 mil pontos, opera em instabilidade desde o início do pregão desta segunda-feira. No começo da tarde, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) chegou a cair 1,28%, batendo nos 123.527 pontos. A queda até desacelerou depois disso, voltando para a casa dos 0,85% e dos 124 mil pontos. Ainda assim, supera o baque de bolsas como S&P 500 (-0,4%), Dow Jones (-0,23%) e Nasdaq (-0,75%).

Com isso, o dólar já subiu quase R$ 0,10 só nesta segunda-feira. A moeda, que havia fechado a semana passada em R$ 5,41, chegou a bater R$ 5,51 na máxima do dia, numa alta de 1,5%. Depois, recuou para R$ 5,49 e segue operando com uma alta de 1,3%, apesar de o Banco Central (BC) ter intervindo no mercado, vendendo contratos de swap cambial.

Especialistas explicam que pesa contra a bolsa e o dólar a expectativa pelos pacotes econômicos prometidos por Joe Biden. É que esses estímulos podem elevar a oferta de dinheiro e a inflação dos Estados Unidos, levando o Federal Reserve a subir os juros norte-americanos, o que reduz a atratividade dos ativos brasileiros.
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