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Notícia de Economia

Pandemia

Turismo pernambucano oscilou e experimenta retomada gradual

Publicado em: 26/12/2020 10:00 | Atualizado em: 25/12/2020 11:55

Rede hoteleira chegou a operar com 10% da capacidade e 7% de ocupação no início da pandemia. (Foto: Pixabay/Reprodução)
Rede hoteleira chegou a operar com 10% da capacidade e 7% de ocupação no início da pandemia. (Foto: Pixabay/Reprodução)

Um dos setores bastante afetados pela pandemia do coronavírus foi o do turismo. Apesar de a rede hoteleira não ter sofrido qualquer restrição em Pernambuco, os impactos das medidas impostas para controlar os casos de Covid-19 impactaram de forma direta. No início da pandemia, apenas 10% da rede estadual ficou aberta, com 7% de taxa de ocupação. Pouco a pouco, com o controle do número de casos em Pernambuco, o turismo foi retomando as atividades. A taxa de ocupação agora chega em torno de 60% e o número de passageiros que embarcam e desembarcam no Aeroporto do Recife tem crescido, com alta de 11% entre outubro e novembro. Porém, a melhora ainda está longe do resultado alcançado no ano passado. No acumulado do ano, até novembro, passaram 4,9 milhões de turistas no terminal recifense, enquanto em 2019, o total do ano foi de 7,9 milhões. A perspectiva é fechar 2020 com queda de 45%. Além disso, um aumento nos números do coronavírus no estado acendem, mais uma vez, o sinal de alerta ao setor.

Enquanto os três primeiros meses do ano indicavam um cenário positivo para o turismo pernambucano, a pandemia freou a atividade a partir de março. "A rede hoteleira foi impactada, além dos segmentos envolvidos, como bares e restaurantes, que foram fechados por conta das medidas sanitárias. Entre julho e agosto, quando as medidas restritivas foram flexibilizadas, os voos começaram a ser retomados e o turismo voltou a dar sinais de melhora. Tivemos meses de esperança, até novembro. Agora os números do coronavírus voltaram a crescer e não saberemos ainda como vai ser a reação no setor", disse Rodrigo Novaes, secretário de Turismo de Pernambuco. 

Porém, ainda assim, as expectativas são positivas diante do cenário de incertezas. "Desde agosto estamos numa crescente e nem mesmo em dezembro, com os casos de coronavírus crescendo de novo, a taxa de ocupação caiu. Se não houver imprevisibilidade no primeiro trimestre de 2020, com a reestruturação da malha aérea, devemos manter a ocupação parecida, em torno de 20% a 30% a menos que antes da pandemia. Mas só teremos uma leitura definitiva do mercado depois que tiver uma vacina", ressaltou. Segundo o secretário, uma das apostas é que a partir de janeiro a Azul volta a oferecer o mesmo número de assentos que oferecia no mesmo mês de 2020. A TAP já voltou a operar voos internacionais para Portugal e a Cabo Verde já tem autorização para retomar a ligação com a África. 

Além disso, a principal aposta, por enquanto, continua sendo no turismo regional, com a maioria dos turistas vinda dos próprios pernambucanos, assim como dos turistas dos estados vizinhos. Inclusive, esse foi o perfil da ocupação para as festividades de final de ano no estado. "O número de ocupação será alto porque as medidas mais restritivas não atingem os hotéis, mais as festas. Os turistas são mais de Pernambuco e estados vizinhos. Tem do Sul e Sudeste, mas em minoria e, principalmente, na praia com turismo de fora. Os turistas do Nordeste são majoritários, o que reforça a retomada pelo turismo regional", conclui Novaes.

Carnaval, festa que injeta mais de R$ 2 bilhões na economia local, foi suspensa e deve afetar setor. (Foto: Ricardo Fernandes/ Spia Photo/Arquivo DP)
Carnaval, festa que injeta mais de R$ 2 bilhões na economia local, foi suspensa e deve afetar setor. (Foto: Ricardo Fernandes/ Spia Photo/Arquivo DP)

Indefinição de grandes eventos pode afetar o setor

Os grandes eventos sempre impulsionaram o turismo em Pernambuco. Com a suspensão do carnaval em 2021 e a indefinição da realização da comemoração de outras datas festivas importantes no calendário estadual, o turismo deve ser afetado. Porém, ainda assim, as perspectivas são positivas em relação à taxa de ocupação no período.

O carnaval atrai cerca de 2 milhões de turistas ao estado e injetou R$ 2,3 bilhões na economia em 2020, 17% a mais sobre 2019. "Não temos como falar se teremos a festa em outra época, o que é um impacto grande para o setor. Mas acreditamos que as pessoas não vão deixar de viajar e que teremos uma ocupação hoteleira alta, no Litoral Sul, Norte e interior", acredita Rodrigo Novaes, secretário de Turismo de Pernambuco. 

Ele afirmou que ainda não é possível confirmar se a folia de momo será realizada em outro período no estado. "Vamos esperar a vacinação para poder nos programar com o setor, se devemos realizar ou não o carnaval fora do período e em que período seria. É uma data que vinha crescendo, mas não tinha como imaginar a festa acontecendo com o momento que estamos vivendo", complementou. 

Além da confirmação da suspensão do carnaval, ainda não é possível prever se outros grandes eventos poderão ser realizados em Pernambuco, mas as perspectivas são otimistas. "Não sabemos se terá tempo de realizar a Semana Santa, mas temos expectativas positivas para o São João. Também temos outras datas importantes depois, como o Festival de Inverno de Garanhuns e a Fenearte", ressaltou. 

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