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Expectativas

Conjuntura vai nortear mercado imobiliário de Pernambuco em 2021

Publicado em: 28/12/2020 10:00 | Atualizado em: 25/12/2020 12:12

Manutenção de taxas de juros baixas pode deixar cenário mais positivo.  (Foto: Pixabay/Reprodução)
Manutenção de taxas de juros baixas pode deixar cenário mais positivo. (Foto: Pixabay/Reprodução)

Mesmo em um cenário de pandemia por conta do coronavírus, o mercado imobiliário de Pernambuco promete fechar o ano com o melhor resultado dos últimos cinco anos em termos de unidades vendidas. Porém, por outro lado, o estado deve ter o pior desempenho no que diz respeito a lançamentos. As taxas de juros baixas impulsionaram as vendas, mas os entraves para aprovação impediram mais lançamentos de novos empreendimentos. Para 2021, o cenário ainda é incerto e depende de vários fatores conjunturais, principalmente no contexto nacional, como as reformas e manutenção das taxas de juros baixas. 

Segundo Avelar Loureiro, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), o mercado imobiliário de Pernambuco tem duas distinções. "O Recife e a Região Metropolitana. Apesar de ter sido um ano bom para a construção nacionalmente, o Recife não surfou tanto nesta onda, apesar das taxas de juros baixas e as pessoas mais ávidas para comprar imóveis. Isso porque existem dificuldades de aprovar empreendimentos residenciais e comerciais devido às dificuldades na legislação. Já a Região Metropolitana tem mais flexibilidade e mais áreas para novas habitações, então conseguiu absorver essa carência da população por habitação. Os números não estão fechados ainda, mas serão próximos dos de 2014, que foi o auge", disse.

Para 2021, além do contexto local, o nacional também vai nortear os rumos do mercado imobiliário de Pernambuco. "Está para decidir até o final de fevereiro de o Brasil vai continuar no caminho da responsabilidade fiscal. As taxas de juros baixas dependem das reformas ou não tem como manter nesses níveis. Só continuam porque existe a expectativa que elas sejam realizadas. Quando segue esse caminho, colhe os frutos. Imagine o cenário com os juros baixos e a economia andando, se esse ambiente continuar vamos crescer", afirmou.

Já um possível fim do pagamento do auxílio emergencial vai prejudicar o poder de consumo dos brasileiros, mas não promete interferir no mercado imobiliário. "Os R$ 600 não contribuíram para aumentar a demanda da compra de uma casa até porque a renda permanente que é avaliada, então a retirada não vai afetar a demanda. Mas vai afetar a inflação porque o aumento do consumo pressionou os preços dos materiais de construção e o setor vem sofrendo com a alta no valor do aço, cimento, condutores elétricos, entre outros produtos. O auxílio emergencial beneficiou o consumo, mas não para investimento, então o mercado imobiliário não foi beneficiado. A taxa de juros baixa é que impulsiona", concluiu. 

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