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Turismo

Reabertura define nova regulamentação de voos para Noronha

Publicado em: 05/10/2020 09:44

 (Foto: Divulgação)
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O arquipélago de Fernando de Noronha está nos preparativos para a reabertura total do turismo no próximo dia 10. Esta será a segunda etapa de flexibilização do turismo local. Apesar da retomada, por causa da pandemia da Covid-19, as chegadas e saídas dos voos na ilha terão um controle maior. Por meio da portaria 055/2020, publicada no Diário Oficial do Estado nessa sexta-feira (2), a administração de Noronha regulamentou a quantidade de voos que deve ser obedecida pelas companhias aéreas.

De acordo com a portaria, haverá limites semanais para voos, que sofrerão alterações gradativas mensalmente. A partir do dia 10 de outubro, serão permitidos sete voos semanais. No mês seguinte, a partir do dia 10 de novembro, serão 17. No dia 10 de dezembro, o número sobe para 24 voos. As operadoras também terão que obedecer o quantitativo de voos para os dias da semana.

Nas segundas, terças, quartas-feiras e sábados, só são permitidos três voos diários, no máximo. Já nas quintas e sextas-feiras, além do domingo, a quantidade máxima sobe para quatro. Ainda pode haver a  realização de voos extras a partir do mês de novembro, respeitando o limite anual de entrada de visitantes estabelecido no plano de manejo da ilha, de 2017.

As determinações foram tomadas em comum acordo entre a administração da ilha e as empresas Gol e Azul, que diariamente operam voos para Noronha. O administrador da ilha, Guilherme Rocha, destaca que tudo foi estudado para respeitar o plano de manejo. "Estamos tendo o maior cuidado com esse retorno do turismo. Não temos casos de óbito por conta do Covid-19 na ilha. Estamos controlando os casos que surjem e vamos manter esse controle. Ao seguir essas novas medidas, também estamos visando a preservação do meio ambiente", afirmou.

Nos últimos dois anos, a administração colocou em prática dois projetos: o Plástico Zero, que regula a entrada e comercialização de material descartável na Ilha, e o Carbono Zero, que visa reduzir os impactos dos gases de efeito estufa no arquipélago, incluindo a proibição da entrada de carros à combustão a partir de 2022. Com o novo controle no número semanal de voos, a Ilha de Fernando de Noronha diminui, naturalmente, a produção de resíduos e também a emissão de gases.

"Nosso sonho sempre foi deixar a ilha livre da poluição, torná-la cada vez mais sustentável. Esse processo de reabertura do turismo durante a pandemia nos proporciona criar uma nova forma de conscientização sobre a importância de preservar o meio ambiente. Estamos dando um passo muito importante para deixar Fernando de Noronha 100% sustentável", destaca Rocha.

Reabertura

A primeira etapa para a abertura do turismo na ilha aconteceu em setembro, quando apenas os turistas que já tiveram o novo coronavírus passaram a visitar Fernando de Noronha. Agora, com a abertura total a partir do dia 10, um novo protocolo rígido de segurança foi publicado e deve ser seguido antes, durante e depois da visita ao arquipélago. O turista terá que realizar, na véspera da viagem, o teste RT-PCR (nariz e garganta). Além disso terá que baixar o aplicativo Dycovid (Dynamic Contact Tracing), que servirá para rastrear e controlar a doença. Na volta para casa, o turista precisará fazer novo teste RT-PCR.

Para não haver aglomerações nesse retorno e garantir um melhor controle por parte dos funcionários da Vigilância Sanitária, a administração está montando uma tenda na área externa do aeroporto Carlos Wilson para receber os turistas que vão ficar até cinco dias na ilha. Os que vão passar mais dias, além dos moradores e trabalhadores, farão testes na tenda que está sendo armada na Unidade da Saúde da Família (USF), no quinto dia da viagem.

Fernando de Noronha não registra casos de contaminação comunitária desde maio. Esse foi um dos fatores principais para a reabertura total do turismo na ilha. O controle está sendo feito graças a inúmeras medidas tomadas pela administração. No momento, está sendo colocada em prática a terceira etapa do estudo epidemiológico na ilha.

O estudo, que foi iniciado em maio, avalia a presença e a circulação do novo coronavírus na ilha e fornece evidências para orientar ações de vigilância e controle da doença, além de apoiar o monitoramento da Covid-19 na comunidade durante a retomada das atividades sociais e econômicas na ilha. Participam da pesquisa em torno de 900 moradores, homens e mulheres, de diversas faixas etárias.

Os participantes são entrevistados pelos pesquisadores e fazem testes para detecção do vírus, em todas as fases do estudo. São realizados dois tipos de exames: o RT-PCR, que coleta secreções do nariz e da garganta e identifica a doença na sua forma aguda, e o exame sorológico, realizado a partir da coleta de sangue, para identificar se a pessoa já teve a doença e desenvolveu anticorpos.
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