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Produção industrial de Pernambuco fica entre dois extremos em agosto

Publicado em: 08/10/2020 18:07 | Atualizado em: 08/10/2020 18:32

Indústria de alimentos apresentou a maior alta no acumulado do ano. ((Foto: Fernando Sposito/Divulgação)
Indústria de alimentos apresentou a maior alta no acumulado do ano. ((Foto: Fernando Sposito/Divulgação)

A produção industrial de Pernambuco esteve em dois extremos em agosto. Por um lado, teve a maior queda entre os 15 locais pesquisados pelo IBGE na variação mensal, com recuo de 3,9% entre julho e agosto. O Brasil registrou alta de 3,2%. Porém, por outro lado, o estado teve o maior crescimento no país na comparação com agosto do ano passado, com incremento de 10%. Nesta variação, o Brasil apresentou queda de 2,7%. Apesar dos fortes impactos causados pela pandemia, Pernambuco já demonstra recuperação no ano, com aumento de 0,9% no acumulado em 2020. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o estado ficou praticamente estável, com recuo de 0,3%. Na média nacional as retrações foram mais bruscas nas duas variáveis, de 8,6% e 5,7%, respectivamente.

A queda na passagem do mês se justifica porque a indústria pernambucana havia tido um crescimento significativo em julho, deixando a base de comparação elevada. "A alta em julho foi de 9,5%, as indústrias produziram mais nesse período, tiveram uma recuperação alta e acabaram gerando estoque. Quando acontece a passagem para agosto, elas não precisam produzir na mesma quantidade, então essa queda é uma decorrência do bom momento de julho", explica Cezar Andrade, coordenador do Núcleo de Economia da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe).

Já na comparação com agosto de 2019, o estado registrou o melhor resultado do país. "O crescimento foi impulsionado pelos setores da metalurgia (26,4%), borracha e plástico (21,4%) e bebidas (22,7%). Inclusive, este último tinha sofrido muito entre março e junho por conta do fechamento de bares e restaurantes e agora, no acumulado do ano, já está positivo, o que mostra a importância do funcionamento dessas atividades econômicas. Já o setor de alimentos apresenta o maior acumulado do ano, com 17,1%, por ser considerado um serviço essencial", ressalta o economista.  
O aumento de 0,9% na produção industrial de Pernambuco no acumulado do ano foi o terceiro maior do Brasil e demonstra uma tendência de recuperação. E as expectativas já são positivas para o fechamento de 2020. "A indústria estadual já está começando a reverter o estrago causado pelos meses mais críticos da pandemia. Além disso, a safra da cana voltou em setembro e deve impactar na indústria de alimentos no próximo resultado. E tem também a proximidade com as festividades de final de ano, que devem ser menores do que no ano passado, mas acontece de ter uma procura maior. Então a tendência é fechar o ano positivo, a não ser que venha uma segunda onda do coronavírus", conclui Cezar Andrade.

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