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TECNOLOGIA

Perder a janela do 5G pode significar anos de atraso, diz Mourão

Publicado em: 08/09/2020 13:38

 (Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
O Brasil não pode perder a janela de oportunidade do 5G, sob pena disso significar décadas de atraso, afirmou, nesta terça-feira (8), o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, durante abertura do Painel Telebrasil 2020, evento digital do setor de telecomunicações.

Mourão afirmou que compete ao governo proteger os conhecimentos sensíveis e a privacidade, considerando os princípios de eficiência, conectividade e segurança. “Os ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovações e das Comunicações, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) estão estabelecendo parâmetros adequados para o processo licitatório a fim de criarmos as condições necessárias para as operadoras começarem a transição”, disse.

Segundo o vice-presidente, a pandemia mudou o mundo. “Em questões de semanas nos vimos ilhados. Isso nos obrigou a abrir novos caminhos e tornou a conectividade entre setores prioritária. Nesse cenário, evidenciou-se a importância das telecomunicações, rápidas e confiáveis. Dependeremos cada vez mais de modernas e flexíveis redes de telecomunicações”, ressaltou.

Mourão pontuou a necessidade do 5G para novas aplicações, como casas inteligentes, indústrias robotizadas, agronegócios georreferenciados, novos serviços públicos e veículos autônomos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) também destacou quanto a pandemia intensificou a importância da conectividade como papel organizador da vida das pessoas.

“Não estamos falando mais de promessas. Estamos vivendo uma realidade que só se tem sustentado graças às tecnologias digitais. O futuro anunciado é agora. Vivemos um tempo difícil, mas seria impossível de viver se não tivéssemos as tecnologias digitais”, disse.

O senador assinalou que o Congresso está consciente do caráter estratégico que as telecomunicações assumiram. “Estamos atentos às questões normativas e regulatórias. Nosso país enfrenta grandes desafios estruturais para garantir a conectividade a todos os brasileiros”, afirmou.

Alcolumbre elencou a atuação do Legislativo, como a aprovação da modernização da Lei Geral de Telecomunicações, no ano passado. “Mais mudanças serão necessárias. Defendo a necessidade de destravar o Fust (Fundo para Universalização dos Serviços de Telecomunicações), de modo que os recursos sejam usados naquilo que se tornou estratégico hoje, aumento da conectividade”, sustentou.

Atualmente, o Fust ainda é voltado para telefonia fixa, portanto está desatualizado. “O Fust, da forma como está hoje, não contribui ao fim a que é destinado. Precisa se voltar para banda larga. Porém, tem recursos desviados para pagamento da dívida pública”, acrescentou.
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