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Notícia de Economia

FORA DO PADRÃO

Nota de R$ 200 com tamanho igual à de R$ 20 gera críticas de deficientes visuais

Publicado em: 03/09/2020 17:13

Banco Central alega que não teria maquinário para fazer as notas com tamanho diferente (Foto: Raphael Ribeiro/BCB)
Banco Central alega que não teria maquinário para fazer as notas com tamanho diferente (Foto: Raphael Ribeiro/BCB)
Desde que a segunda família do Real foi lançada no ano de 2010, um recurso foi adotado para auxiliar pessoas com deficiência visual a diferenciarem os valores das notas: cada cédula tem um tamanho diferente, sendo a menor delas da de R$ 2 e a maior, a de R$ 100. 

No entanto, com o lançamento da nota de R$ 200, na última quarta-feira (3), este padrão foi quebrado e a cédula, que deveria ter o tamanho maior entre todas da família do Real, foi apresentada com a mesma dimesão que a nota de R$ 20 (14,2cm x 6,5cm).

O lançamento levou associações de deficientes visuais criticaram o padrão da nota, afirmando que a nova cédula de R$ 200 gera confusão, apesar das medidas de acessibilidade adotadas pelo Banco Central.

"As notas com tamanhos diferentes, seguindo padrões como do euro e da libra esterlina, surgiram depois de mobilização de pessoas cegas e de baixa visão. Não foi de uma hora para outra nem por bondade", diz Beto Pereira, presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), em entrevista ao G1.

O Banco Central, por sua vez, alega que não teria maquinário para fazer as notas de R$ 200 seguirem a lógica das demais e serem maiores dos que as de R$ 100. Além disso, o BC afirma que a decisão de manter o formato é para melhor adaptação aos caixas eletrônicos que aceitam e fornecem cédulas de dinheiro.

"Isso reduz muito a autonomia e descumpre a lei brasileira de inclusão. Se não tinha equipamento para fazer maior do que a de R$ 100, não poderia ter feito no tamanho de R$ 20", afirma Beto Pereira.

Para a diferenciação das cédulas, foram inseridas barras táteis diferentes das demais, criando um código de três linhas na diagonal, em alto relevo, no canto direito da nota. Além disso, elementos como o número 200 estão destacados no papel.

Segundo a ONCB, o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) e deputados federais parceiros da causa serão acionados para que as próximas séries da nota de R$ 200 tenham melhores mecanismos de acessibilidade.

Com informações do G1. 

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