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Livrarias pernambucanas adaptam-se ao universo online

Publicado em: 01/08/2020 07:00 | Atualizado em: 01/08/2020 15:46

lLivraria Praça de Casa Forte possuem espaçamento entre as mesas e medidas adicionais de segurança. (Foto: Divulgação)
lLivraria Praça de Casa Forte possuem espaçamento entre as mesas e medidas adicionais de segurança. (Foto: Divulgação)
Durante o isolamento social, os aficionados por livros só podiam adquirir seus objetos de desejo via e-commerce. Em Pernambuco, entretanto, boa parte das livrarias genuinamente locais ainda não estava neste mesmo compasso das vendas nacionais e tiveram que implementar novas plataformas de venda. Com a abertura das lojas físicas elas começam, lentamente, a recuperar público e já fazem do online um legado, novo e definitivo meio de negócios para presente e futuro.
 
Uma das duas unidades da Livraria Jaqueira, a do Bairro do Recife, tinha menos de seis meses de existência quando veio o isolamento social (outubro de 2019). Segundo o diretor financeiro, Fernando Mendes Neto, a intenção era se preparar para o digital desde o início de 2020, mas por oferecer uma ampla gama de serviços (gráfica, cafeteria, adega, papelaria, dentre outros) precisaria de mais arcabouço. “Por sermos um varejo prioritariamente físico, sentimos um choque grande”, relata. As vendas por whatsapp responderam por algo em torno de 20% do pré-pandemia. Ao final do período, o corte da equipe chegou a 40% do quadro. O próximo passo, em andamento, é transformar o site institucional em ferramenta de e-commerce. Para isso, Fernando realizou um investimento de R$ 30 mil. Para o retorno, a aposta é na consultoria em engenharia química para uso adequado dos produtos de sanitização, acordo com editoras e o uso de gatilhos promocionais. “A venda física é a nossa maior fortaleza, então queremos fazer com que o cliente sinta-se seguro para voltar”, afirma.
 
A Livraria Praça de Casa Forte também retorna em ritmo de readaptação. O impacto, neste caso, mesmo com o uso de whatsapp e instagram para vendas, deveu-se especialmente ao público predominante do local: crianças e idosos. As vendas caíram cerca de 40%. Dos 22 funcionários, restaram cinco. Para o retorno, a aposta é nos descontos, cuidados com a higienização e na valorização do quintal como espaço ao ar livre. “Na entrada, temos tapete de sanitização, álcool gel, termômetro e mesas bem separadas”, conta a gerente Salviana Maria Campos.
 
Proprietário de cinco unidades da Livraria Imperatriz no estado, o empresário Jacob Berenstein admite que começou a utilizar-se das vendas online com atraso: somente em junho. “Nos primeiros dois meses não reagimos bem até porque precisamos organizar todas as variáveis de custos de uma loja de shopping”, explica. Ele precisou utilizar-se da medida provisória de suspensão de contrato, adiantamento de férias, redução de jornada e acordo com fornecedores.  Mesmo com o pouco volume de vendas online, em torno de 5 a 10% do faturamento, Jacob também está transformando o site institucional em plataforma de vendas, aberto ao público em aproximadamente mais 30 dias. “Veio para ficar. Agora, interagimos mais com o público, não apenas esperando que ele vá à loja”, afirma.

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