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Notícia de Economia

BENEFÍCIO

Vítimas do fraudador de auxílio emergencial deixaram de receber até R$ 1.200

Publicado em: 14/07/2020 14:16 | Atualizado em: 14/07/2020 14:32

 (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Agentes da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte) prenderam Alexander Barbosa Fernandes, 33 anos, na tarde desta segunda-feira (13). Ele é suspeito de fraudes no auxílio emergencial, benefício concedido pelo governo federal durante a pandemia. Vítimas de Alexander contavam com o auxílio para pagar contas e comprar remédios, entre outras coisas.

Segundo as investigações, Alexander teria realizado diversos saques de moradores do Sol Nascente. Ao menos três vítimas foram identificadas e registraram queixa na delegacia.

Maria Lindalva Rocha, 42, é moradora do Sol Nascente e foi uma das vítimas que denunciou o estelionatário. Ela conheceu Alexander através de uma amiga. Ela pediu a Alexander que fizesse o cadastro do marido e para isso passou todas as informações e documentos necessários para o criminoso. As primeiras parcelas chegaram, mas a partir da terceira a família não recebeu mais.

Segundo a dona de casa, Alexander dizia que a Caixa Econômica Federal estava com problema e fugia das vítimas. "Quando descobrimos, o procuramos para saber o que tinha acontecido, mas ele não atendia mais nenhuma ligação", diz. Maria afirma que precisava do dinheiro para pagar contas e que o valor fez falta. "Somando o meu auxílio e o do meu marido, foram R.200 a menos. Eu planejava pagar as contas que estão atrasadas, mas não deu", explica.

Maria diz ainda que mais pessoas foram afetadas. "Uma colega minha precisava do dinheiro para arcar com os remédios que a filha precisa. O valor fez falta e ela precisou da ajuda de outras pessoas para não deixar a criança sem cuidados", afirma. Ela espera que as investigações comprovem o caso e que o dinheiro seja devolvido.  

O golpe
 
Segundo as investigações, as vítimas pediam ajuda a Alexander para se cadastrarem e receberem o auxílio emergencial. Cada pessoa pagava R$ 20 pelo serviço. Depois de receberem as primeiras parcelas, as vítimas observaram que estavam sem saldo e não conseguiam mais falar com Alexander.

Ele foi preso em cumprimento a ordem judicial, uma vez que havia sido condenado e era procurado por estelionato e atentado violento ao pudor. A pena somada é de 10 anos e seis meses de prisão pelo crime.

Na delegacia, Alexander preferiu se manter em silêncio e foi encaminhado para a carceragem da Polícia Civil, de onde será encaminhado para cumprimento de pena.
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