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MEIO AMBIENTE

Corais do litoral sul de Pernambuco se recuperam de branqueamento

Por: Aline Melo

Publicado em: 30/06/2021 19:24 | Atualizado em: 01/07/2021 13:01

 (Foto: Camila Brasil/ Reef Check Brasil)
Foto: Camila Brasil/ Reef Check Brasil
Os recifes de corais chamam atenção não só pela beleza de suas cores, mas também pela importância para a biodiversidade marinha. Atrás apenas dos estuários e manguezais, são o segundo ecossistema mais produtivo do planeta, sendo fonte de abrigo e nutriente para milhares de espécies. Em 2019 e 2020, o processo de branqueamento de corais no litoral sul de Pernambuco deixou pesquisadores da área em alerta, mas com o monitoramento do local foi possível notar uma recuperação dos corais, que voltaram a sua cor.
 
Com aquecimento do mar, as microalgas fotossintetizantes que dão cor aos corais -chamadas zooxantelas- são expelidas. Essa expulsão ocorre porque a água aquecida por muito tempo faz com que essas algas produzam compostos nocivos aos corais. Sem as microalgas, vemos o esqueleto branco do animal, e ele fica incapaz de se alimentar por fotossíntese, perdendo uma grande fonte de nutrientes. 
 
É possível que o coral volte ao normal ou morra de acordo com a intensidade e o tempo que durar esse período de branqueamento. No caso de Tamandaré, os corais conseguiram se recuperar do branqueamento. "É muito difícil evitar o branqueamento, já que o principal causador é o aquecimento dos oceanos, um problema a nível global. Podemos tentar agir localmente evitando outras fontes de impactos como poluição, sobrepesca, o turismo desordenado, entre outras, além de controlar as atividades que ocorrem nos recifes ou perto deles. Podemos também investir na recuperação de ambientes, tornando-os mais resilientes.", explica Camila Brasil, oceanógrafa e pesquisadora no Reef Check Brasil.
 (Foto: Camila Brasil/ Reef Check Brasil)
Foto: Camila Brasil/ Reef Check Brasil
Existem Projetos Ecológicos de Longa Duração (PELDs) atuando em Pernambuco para apoiar estudos na área. "No PELD Tamandaré Sustentável (PELD TAMS) executado pela UFPE e financiado pela CNPq e FACEPE, um dos componentes principais é o monitoramento continuado dos recifes de coral que já é realizado aqui no estado há mais de 20 anos", conta Camila.
 
O trabalho tem apoio do ICMBio (CEPENE, GEFMAR, APA Costa dos Corais) das comunidades locais, prefeitura de Tamandaré e instituições com fundos de pesquisa como o Instituto Recifes Costeiros, Fundação Toyota e SOS Mata Atlântica. O Reef Check Brasil, programa de monitoramento de recifes de coral, também conta com uma rede de voluntários e está em diversas áreas do litoral brasileiro e em ilhas oceânicas. 

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