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Notícia de Ciência e Saúde

PANDEMIA

Versamune: vacina brasileira pode gerar memória imunológica de até 12 anos

Publicado em: 13/04/2021 17:53

 (A previsão é que todos os estudos clínicos devam ser finalizados entre nove meses ou um ano. A vacina já pode estar disponível para a população brasileira em 2022. Foto: AFP/JOEL SAGET)
A previsão é que todos os estudos clínicos devam ser finalizados entre nove meses ou um ano. A vacina já pode estar disponível para a população brasileira em 2022. Foto: AFP/JOEL SAGET
De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), os resultados dos estudos não clínicos da vacina brasileira Versamune podem demonstrar que o imunizante gera uma memória imunológica de até 12 anos! Isso indicaria que o corpo poderia reconhecer o coronavírus durante esse tempo, iniciando uma resposta do organismo contra o vírus. As informações foram divulgadas no jornal da USP, que desenvolve a vacina.

Para os cientistas envolvidos, as conclusões dos estudos mostram que o imunizante é seguro para os animais testados e tem a capacidade de, não só impedir a entrada do vírus para dentro das células, como também matar as células já infectadas.

A Versamune-CoV-2FC é um imunizante brasileiro sendo desenvolvido pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, junto com a empresa de biotecnologia Farmacore e em parceria com a PDS Biotechnology Corporation.

A vacina totalmente brasileira é uma das principais apostas do governo federal no combate à pandemia de Covid-19. Parte do apoio e financiamento é feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

O ministro Marcos Pontes informou que o ministério investiu em 15 protocolos diferentes de vacinas no Brasil, e que a Versamune, mais outras duas, já realizaram os testes com animais.

A negociação junto à Anvisa teve início em novembro de 2020, mas a documentação só foi encaminhada no mês passado. Agora, os desenvolvedores aguardam a aprovação para o imunizante ser testado em humanos.

No dia 27 de março, a Anvisa solicitou informações sobre a qualidade dos insumos e do ensaio pré-clínico. As exigências não suspendem a análise dos outros dados apresentados.

Em nota divulgada no site da Farmacore, a CEO Helena Faccioli disse que está entusiasmada "em ter o apoio da Anvisa para continuar os estudos que permitam desenvolver um tratamento no Brasil na luta contra esta pandemia". Já o CEO da PDS Biotech, Frank Bedu-Addo, disse que os “resultados pré-clínicos demonstraram potencial para induzir uma resposta imune ampla e robusta”. 

A previsão é que todos os estudos clínicos devam ser finalizados entre nove meses ou um ano. A vacina já pode estar disponível para a população brasileira em 2022.

De acordo com o governo federal, o imunizante já obteve resultados sobre toxicidade e imunogenicidade, que “demonstram qualidade e competitividade para ser um sucesso nacional e global no controle" da doença.

A vacina associa uma proteína recombinante do SARS-CoV-2 com uma tecnologia que ativa o sistema imunológico. Dentro do organismo, a expectativa é que a combinação ative a criação de anticorpos. Assim, seria garantido que o coronavírus não se instalasse nas células e não se espalhasse pelo corpo.
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