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Pandemia também traz efeitos no comportamento dos cães

Publicado em: 01/04/2021 10:33

 (Foto: Acervo Pessoal)
Foto: Acervo Pessoal

A pandemia do novo coronavírus mudou o cenário de várias cidades e a forma de vida de muita gente, ao mesmo tempo que uma forte crise econômica afetou muitas famílias. E o mundo animal também surte esses efeitos. Com o fechamento de parques, praças e praias, além do próprio medo das pessoas andarem nas ruas, muitos animais tiveram suas rotinas de passeio e brincadeiras ao ar livre afetadas. O resultado são cães estressados e causando problemas em casa.

Os principais sinais de um cão estressado e ocioso são: latidos excessivos, alteração no humor, hiperventilação, comportamento destrutivo (morder objetos), alteração no peso, tédio e ansiedade, alongamentos excessivos, queda de pêlos, falta de apetite, movimentos repetitivos (correndo atrás do rabo por exemplo) e até automutilação em casos extremos.

De acordo com o psicólogo canino, Nahum Anselmo, que também é presidente da Associação dos Adestradores de Cães Pernambuco, é necessário saber educar os animais para que o convívio seja o mais agradável neste período. “Primeiramente não vamos pensar em abandonar os animais nem se desfazer de outra forma. Assim como nós humanos sentimos a mudança de rotina por causa da pandemia, os pets também sentem”, conta.

As principais dicas para aliviar os estresses dos cães são: dar mais atenção ao animal, brincando mais com ele, incentivá-los a correr dentro de casa (pode ser na sala, no quintal ou mesmo numa esteira). Definitivamente não podem ficar confinados num mesmo ambiente de sempre como canis ou espaços pequenos exclusivos, nem muito menos acorrentados. É interessante também educá-los sob orientação de um profissional de adestração para que obedeçam a comandos específicos que os tirem dessa condição de estresse.

Em relação às necessidades fisiológicas, Nahum explique “o cão sente que tinha uma rotina de sair de casa e fazer suas necessidades na rua. Com essa condição alterada, eles se prendem ao máximo esperando o momento de passear que muitas vezes agora não está acontecendo. Assim, surpreendem os tutores urinando ou defecando em lugares da casa inapropriados. Essa situação estressa também os donos”, finaliza.

A médica dermatologista, Carla Silveira, é proprietária da cadelinha Sissi, de sete meses, da raça Spitz. Ela sabe bem dos cuidados básicos. “Nesse período de pandemia, com os parques fechados, a alternativa é dar mais atenção com brincadeiras, com a bolinha dela, cabo de guerra e petiscos. Às vezes uma saída curta quando é pra ir pra resolver alguma coisa, ir na portaria, já satisfaz a necessidade de sair”, comenta.

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